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"REPÚBLICA PARA IDOSOS" ALIVIANDO A SOLIDÃO DA TERCEIRA IDADE!

Publicado em 12 de Janeiro de 2017 às 11h

O acelerado envelhecimento populacional e o aumento da longevidade no Brasil trazem muitos problemas que afetam a população idosa. 

Em relação à questão da moradia, a falta de um cuidado familiar, assim como a insuficiência financeira, levam osidosos a procurar novas formas de morar. Passa então a existir uma preocupação quanto à manutenção de sua saúde e uma boa qualidade de vida. Atualmente não existem muitas políticas públicas voltadas à moradia de idosos especificamente.

QUANDO O SILÊNCIO FALA MAIS ALTO!

O domicílio constitui-se no local onde os indivíduos desempenham suas atividades, formam laços de amor e ódio, interagem uns com os outros e têm seus momentos de lazer.

Na legislação brasileira, a regra sobre a fixação do domicílio civil encontra-se estabelecida do Art. 70 ao Art. 78 do Código Civil Brasileiro.

VIDA EQUILIBRADA! 

 

O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. Se a pessoa tiver várias residências onde viva, cada uma delas será considerada seu domicílio; se a pessoa não tiver residência habitual, seu domicílio será o local onde for encontrada. Também é domicílio, quanto às relações concernentes à profissão, o local onde exerça suas atividades. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem.

MEMÓRIA FALHANDO? LAPSO OU AMNÉSIA?

Segundo Bachelard (1974: 358), “a casa é o nosso canto no mundo”. O que implica dizer que a casa é o centro de referência, o grande berço, aconchego e proteção, desde o nascimento do homem. As lembranças da casa estão guardadas na memória, no inconsciente e nos acompanha durante toda a vida e sempre voltamos a elas nos nossos sonhos.

O viver numa moradia representa mais que espaço físico, é o lugar em que a vida acontece diariamente, em que laços afetivos são construídos ou esgarçados.

O meio em que se vive, com as múltiplas relações, nutre nossa identidade. A identidade do idoso é construída socialmente na inter-relação dos mesmos, com as representações do que é ser idoso em nossa sociedade. 

Hoje vamos falar de  quatro Casas-Repúblicas, são elas: República Bem-Viver, República Fraternidade, República Vitória e República Renascer, na cidade de Santos - São Paulo. A proposta é uma forma alternativa à institucionalização do idoso de baixa renda e à falta de moradias populares, que preserva sua independência, autonomia e convivência comunitária, levando assim a uma velhice bem sucedida. A República Vitória e Renascer encontram-se no mesmo prédio, cada uma com cinco quartos com dois moradores cada, dois banheiros, sala, copa, cozinha e área de serviço. A mensalidade pela  moradia é de R$ 76,72.

O perfil dos moradores é de um elevado número de solteiros e solteiras, sendo cerca de 50%, do

número total daqueles que viveram nas repúblicas, sem filhos. Grande parte desses é natural de outras cidades e foi para Santos em busca de emprego, tendo exercido profissões com baixa qualificação.

As condições para ser beneficiário deste serviço são: ser morador de Santos, ter 60 anos de idade ou mais, renda mínima de um salário e máxima de dois salários, gozar de autonomia física e psíquica, não possuir imóvel próprio e nem residir com parentes. Os idosos que moram nas repúblicas dividem as despesas e as obrigações, ao mesmo tempo em que usufruem da total liberdade de ir e vir, conforto e da amizade e companheirismo dos demais residentes.

 CURSO DE CUIDADOR DE IDOSOS!

Mesmo que qualquer morador não tenha parente, ele está vinculado à Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Santos (SP), que a eles oferece este tipo de suporte quando necessário. Cabe ao morador entrar em contato com a Seção das Repúblicas para requisição de um acompanhante.

A rotina de atenção e cuidado das Repúblicas parte de reuniões semanais marcadas pelos moradores com os assistentes sociais, para trabalhar os problemas que envolvem o convívio diário. Quando o grupo de moradores já criou um vínculo e está mais “amadurecido”, essas reuniões passam a ser quinzenais ou até mesmo mensais.

Todas as possíveis modificações que surgem durante as reuniões entram em votação, até mesmo a data de uma nova reunião, que por parte dos assistentes sociais deve sempre ter o maior intervalo de tempo possível. 

Em relação às questões de benefícios e vantagens vistos nos idosos moradores de República, destaca-se o resgate de certos princípios morais. Geralmente estes idosos vêm de condições de vida precária e de moradias como cortiços. Quando colocados para morar em coletividade, partilhando as atividades de vida diária, esses idosos passam a cultivar uma série de valores morais como respeito e solidariedade, levando-os a uma reaprendizagem, pois esses valores ficam perdidos por muito tempo devido à sua baixa autoestima e pouco senso de qualidade de vida. O morador de República precisa ser tolerante, companheiro, gerar um estado de proteção asi para que ele próprio não volte às péssimas condições de vida anteriores.

Assim que um idoso passa a morar na República, há normas, direitos e deveres que regem o regulamento da casa,que foi montado entre assistentes sociais e moradores. Sendo assim, o novo morador deve reaprender a convivência em grupo, pois o direito de um morador começa quando termina o do outro. Um exemplo é em relação ao abuso de álcool ou substâncias psicoativas; para estar na República, a pessoa com algum problema nesse sentido deve reabilitar-se; caso contrário, ela não será aceita.

Existem casos de moradores que, após alguns anos da vida em coletivo, e com a ajuda dos psicólogos e assistentes sociais, acabaram retornando para a vida em família, com filhos ou semelhantes; isso por repensarem e reaprenderem conceitos da vida em nossa sociedade atual.

CURSO DE ENFERMAGEM!

A moradia em República gera a criação de um vínculo afetivo muitas vezes mais forte que um vínculo familiar, mesmo que o indivíduo divida o mesmo espaço com mais dez pessoas que não lhe são da mesma família.

Morar em república, para os idosos, é uma maneira viável e de baixo custo devido à divisão das despesas com o lar. Além disso, o convívio social entre os moradores é estimulante em grande parte, levando à melhora na qualidade de vida.

INFECÇÃO URINÁRIA: COMO SE PREVENIR!

A referência à autonomia - um fator muito mencionado nas entrevistas - pode nos indicar que, mesmo morando com outras pessoas e dividindo tarefas da vida diária, os idosos sentem-se independentes e mais capazes. (Leia o artigo na íntegra acessando o linkRafael Fortes)

"Gosto de viver aqui porque a gente é livre para fazer o que quiser, não tem ninguém para controlar a hora, que horas você sai. Vivemos como em família". A declaração de Maria Alicia Costa, de 85 anos, resume como é viver em uma das repúblicas de idosos em Santos, no litoral de São Paulo.

Ana Porto/Sergio Honorato

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