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Clássico Historia do Chevrolet Monza

Publicado em 13 de Junho de 2019 às 11h

Chevrolet Monza foi um veículo que foi fabricado pela GM (General Motors do Brasil) entre os anos 1982 e 1996.

Era derivado do Opel Ascona alemão.

Eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1983, 1987 e 1988.

Foi o carro mais vendido no país durante três anos consecutivos (1984, 1985 e 1986).

Chevrolet Monza

História e Modelos

Lançado em Abril de 1982 inicialmente na versão Hatchback 3 portas (fabricada até 1988) com motor 1.6.

Logo depois no mesmo ano ganhou opção de motor 1.8 devido as criticas com relação à performance modesta.

Monza Hatch 83

Em 1983 ganhou as versões Sedan 4 portas e Sedan de 2 portas, sendo essa última a mais vendida, embora ela tenha sido retirada de produção em 1995.

Monza sedan 84

Monza 84 interior

Teve a versão esportiva S/R baseada na carroceria hatchback, produzida até meados de 1988.

Monza SR

Em 1987, a versão Classic, lançada no ano anterior, inaugura o uso do motor 2.0 litros.

Monza Classic 89

Monza 88 interior

Em 1989 inaugura-se a era da injeção eletrônica com o modelo 500 EF em homenagem a Emerson Fittipaldi.

Apesar deste sistema Le-Jetronic da Bosch ser ainda analógico, elevando sua potência para 116 CV.

Em 1991 recebeu uma reestilização externa, mantendo porém basicamente o mesmo painel desde o lançamento até o final da produção ao mesmo tempo que se iniciava a era da injeção eletrônica digital com o sistema Multec - 700, com o porém deste contar somente com um eletro-injetor para os 4 cilindros (Monoponto).

Monza 91

Monza 91 traseira

Monza 91 interior

Em 1993/1994 foi lançada a versão Hi-Tech, de apenas 500 unidades, que incluía itens como painel digital e freios ABS de série.

Agitando o mercado

O modelo brasileiro, foi lançado como um sedan de luxo, já que a Ford tinha o Del Rey e a GM para esta categoria, tinha apenas o Opala, então precisava de um sedan médio de preço menor, para concorrer diretamente com o sedan da Ford.

Com o lançamento do Monza, o Del Rey ficou velho da noite para o dia.

O Monza, inicialmente lançado como Hatch e alguns meses depois na versão Sedan, era campeão em aerodinâmica e tecnologia, coisa que na época, poucos carros ofereciam.

O mais próximo deste, era o Passat.

O Monza não concorria de inicio apenas com o Del Rey, mas também passou a competir com o novo (na época) Gol, mesmo este sendo um carro popular, com o Passat, este mais próximo de um esportivo e dos próprios modelos da chevrolet Diplomata e Comodoro.

Briga com concorrentes

Em 1984, ganhou um novo concorrente, o Volkswagen Santana, na época, o único carro do mesmo padrão que oferecia a mesma tecnologia e poderia bater de frente com o modelo da marca americana.

Mesmo assim, nunca conseguiu ser tão querido (exceto pelos frotistas), quanto o modelo da Chevrolet.

Em 1985, a família poderia ter crescido com o lançamento de sua Perua, mas ficou só no papel. Seria concorrente direta da Quantum.

O Monza, era desejo de muitos, foi apelidado de “O queridinho da Classe Média”, já que era difícil adquirir um carro deste porte na década de 80 e este impressionava a todos, sendo eleito o carro daquela década.

Em Junho de 90, foi anunciado um novo Monza, mais arredondado, apelidado posteriormente pelos seus proprietários de tubarão.

O modelo entrou de cabeça na década de 90.

Tanto que foi exposto no salão do automóvel do Anhembi, em São Paulo.

Seu reinado durou até 1991, quando o presidente Fernando Collor de Mello, abriu as importações e o modelo começou a ficar obsoleto.

O Omega era um de seus concorrentes e mesmo o Monza todo renovado, este parecia mais velho que o modelo trazido da Europa e não pelo acabamento externo, pois os dois eram bastante parecidos e a traseira do Omega era criticada, algo que não acontecia na traseira do Monza.

Mas principalmente pelo acabamento interno, já que o painel do Monza morreu do mesmo jeito que nasceu.

Fim da briga do Monza

Em 1996, com seus dias contados, a Chevrolet tinha a meta de vender 1000 unidades por mês.

Seus concorrentes Santana, Tempra e Versailles, também estavam com os dias contados.

Porém o modelo da VW fabricou por mais 10 anos, o da Fiat por mais 3 anos e o da Ford, que na época anunciado que teria uma sobrevida, deixou de existir junto com o modelo da General Motors.

Versões

  • L (1982-1984) - Disponível apenas para o MONZA HATCH 1.6.
  • SL (1984-1993) - Motorização 1.8 e 1.8 EFI.
    O acabamento era simples, se achar algum destes com Travas e Vidros Elétricos, comemore.
  • SL/E (1984-1993) - Versão intermediária, fabricada até 1993. Tinha um requinte maior.
    O estofamento tinha várias opções de escolha, sendo elas vinho, dourado, azul acinzentado, listrado preto e branco.
    O painel era diferenciado da versão básica.
  • S/R (1986-1989) - Versão esportiva, com motorização 1.8 e 2.0. Ambas tinham a relação de câmbio mais curta, o carro ganhava 10s nas retomadas, em relação à versão SL/E.
    Era equipado com bancos esportivos Recaro®, o Painel tinha fundo vermelho e era disponível nas cores Vermelho, Preto, Branco e Prata.
    Em certos modelos, era disponível o teto solar, mas algo muito raro, já que não era um equipamento que equipava o Monza.
    Em 1988, ganhou as lanternas traseiras do Monza Classic SE.
  • Classic (1986-1987). Era disponível com motorização 1.8 e 2.0. Trazia ar condicionado de série.
    Tinha a opção saia e blusa, disponível nas cores (Dourado & Cinza).
  • Classic SE (1988-1994) – Modelo mais luxuoso do Chevrolet Monza.
    Trazia de série na geração antiga: Ar Condicionado, Retrovisores, Vidros, Travas, Porta Malas Elétricos, Regulagem de altura do banco e do volante. Todos eram 4 portas e a lanterna traseira era diferenciada.
    Na versão antiga, as cores diferenciadas eram (Azul & Cinza, Verde & Cinza, Cinza & Preto).
    Quando o Monza foi remodelado, a versão Classic permaneceu quase até o seu fim, foi tirada, com o lançamento do Vectra.
    O automóvel contava com painel digital, algo muito à frente de seus concorrentes e dispunha de motorização MPFI.
  • GL (1994-1996) - Substituiu a versão SL em 1994, porém pouco mais equipado que a versão anterior.
    Dispunha de Direção Hidraúlica, Travas e Vidros Elétricos de série.
    Disponível nas motorizações 1.8 e 2.0 (EFI).
    As rodas eram aro 13’, tendo duas opções de escolha.
    O painel era diferenciado da versão básica.
    As últimas unidades do Monza foram lançadas nesta versão e foi compartilhado com esse modelo os bancos do Corsa 1996, com um acabamento inferior ao do Monza GL 1994 e 1995, o volante do Vectra e o painel com conta-giros do Kadett GLS.
  • GLS (1994-1996) – A versão era como a SL/E, porém trazia faróis de neblina, pára-choques da cor do carro, lanternas traseiras fume, rodas de liga leve (Em 1996, a mesma do Kadett GSi) dando um requinte maior ao acabamento externo.
    O volante até 1995, era o de quatro raios, sendo substituído pelo volante do Vectra em 1996.

Exportação do Monza

Um lote de 226 veículos Monza foram importados da Venezuela em 1989, somente nas séries SL, Classic SE e S/R, todos com motorização 2.0, porém dos 226, apenas 26 era equipados com injeção eletrônica multi-ponto Bosch.

Dos restantes, apenas 20 eram com câmbio manual, todo o lote possuíam ar-condicionado de série, e boa parte com revestimento em couro, denominados alguns como "Exclusive".

Séries especiais

Monza clodovil

  • Clodovil (1984) – Concessionária Itororó, motorização 1.6 e 1.8. Equipado com bancos de couro.
  • Conversível (1984-1986) – (Envemo, Sulam ou Souza Ramos).
  • 500 E.F. 2.0i (1990) – Idem ao Classic SE, com injeção eletrônica e apelo esportivo, faz alusão as 500 milhas de Indianápolis, conquistadas pelo piloto brasileiro Emerson Fittipaldi. Trazia computador de bordo de série e teve apenas 5.000 unidades produzidas.
  • Barcelona (1992) – Idem ao SL, com novos equipamentos, faz alusão aos Jogos Olímpicos de Barcelona. Cor: Prata.
  • 650 (1992) – Idem ao SL, com alguns equipamentos do SL/E, alusão as 650.000 unidades do Monza. Disponível nas cores Prata e Vinho.
  • Class (1993) – Idem ao SL, com equipamentos do SL/E, disponível na cor Cinza.
  • Hi-Tech (1993-1994) – Idem ao Classic SE, com freios ABS e injeção eletrônica EFi.
  • Club (1994) – Idem ao GL, com alguns equipamentos do GLS, nas cores Vermelha e Azul, faz alusão a Copa do Mundo de 1994.

Motorização e desempenho

Motor Monza 2.0

Motor Monza inje��o

1.6 (Hatch/Sedan) (1982-1983)

• Potência: 75 CV a 5.600 rpm (gasolina) e 72 CV a 5.200 rpm (álcool)
• Torque: 12,4 kgfm a 3.000 rpm (álcool) 12,6 kgfm a 2.600 rpm (álcool)
• Velocidade Máxima: 148 km/h (gasolina) e151 km/h (álcool)
• Aceleração: 17s (gasolina) e 16,44 s (álcool)

1.8 (Hatch/SL) – (1983-1986)

• Potência: 86cv a 5.400 rpm (gasolina) e 87cv a 5200 rpm (álcool)
• Torque: 14,5 kgfm a 3.100 rpm (gasolina) e 15,2 kgfm a 3.100 rpm (álcool)
• Velocidade Máxima: 159 km/h (gasolina) e 160,7 km/h (álcool)
• Aceleração: 14,08s (gasolina) e 13,1s (álcool)

1.8 (SL/SLE/Classic) – (1987-1990)

• Potência: 95cv a 5.800 rpm (gasolina) e 96cv a 5.600 rpm (álcool)
• Torque: 14,3 Kgfm a 3.000 rpm (gasolina) e 15,1 Kgfm a 3.000 rpm (álcool).
• Velocidade Máxima: 165,3 km/h (gasolina) e 162,6 km/h (álcool)
• Aceleração: 12,5s (gasolina) e 12,8s (álcool)

1.8 (S/R – Álcool) – (1986-1988)

• Potência: 106cv a 5.600 rpm
• Torque: 15,6 kgfm a 4.000 rpm
• Velocidade Máxima: 180 km/h
• Aceleração: 11s

1.8 EFi (SL/GL/BARCELONA/CLASS/650) (1991-1996)

• Potência: 98cv a 5.800 rpm (gasolina) e 99cv a 5.600 rpm (álcool)
• Torque: 14,6 kgfm a 3.600 rpm (gasolina) e 16,0 kgfm 3.000 rpm (álcool)
• Velocidade Máxima: 172 km/h (gasolina) e 174 km/h (álcool)
• Aceleração: 12,5 (gasolina) e 12,1s (álcool).

2.0 (SL/SLE/CLASSIC/CLASSIC SE) – (1987-1990)

• Potência: 99cv a 5.600 rpm (gasolina) e 110cv a 5.600 rpm (álcool)
• Torque: 16,2 kgfm a 3.500 rpm (gasolina) e 17,3 kgfm a 3.000 rpm (álcool)
• Velocidade Máxima: 165,3 km/h (gasolina) e 168,7 km/h (álcool)
• Aceleração: 11,98s (gasolina) e 11s (Álcool)

2.0 (S/R – Álcool) – (1987-1989)

• Potência: 110cv a 5.600 rpm
• Torque: 17,3 kgfm a 3.000 rpm.
• Velocidade Máxima: 178 km/h
• Aceleração: 11,08s

2.0 EFi (SL/SLE/BARCELONA/HI-TECH/CLASS/CLUB/CLASSIC SE/GL/GLS) – (1991-1996)

• Potência: 110cv a 5.600 rpm (gasolina) e 116cv a 5.400 rpm (álcool).
• Torque: 16,6 kgfm a 3.200 rpm (gasolina) e 18,0 kgfm 3.200 rpm (álcool).
• Velocidade Máxima: 177,4 (gasolina) e 183,1 Km/h (álcool).
• Aceleração: 10,8s (gasolina) e 10,2s (álcool).
2.0 MPFi (500 EF – Gasolina) – (1990)
• Potência: 116cv a 5.600 rpm
• Torque: 17,8 mkgf a 3000 rpm
• Velocidade Máxima: 187 km/h
• Aceleração: 10,3s

2.0 MPFi (CLASSIC SE – Gasolina) – (1991)

• Potência: 116cv a 5 400 rpm
• Torque: 17,6 mkgf a 3 000 rpm
• Velocidade Máxima: 171 km/h
• Aceleração: 10,7s

2.0 MPFi (CLASSIC SE – Gasolina) – (1992-1993)

• Potência: 121cv a 5 400 rpm
• Torque: 17,6 mkgf a 3 000 rpm
• Velocidade Máxima: 182 km/h
• Aceleração: 10,7s

Câmbio

Dianteiro, transversal, alavanca de mudanças no assoalho, cinco marchas à frente sincronizadas (manual) ou três marchas à frente (automática).

Procedência: manual (lsuzu, Japão), automática (Hidramatic Division, EUA)

• 4 Marchas (1982)

• 5 Marchas (1983-1996)

• Automático 3 Marchas (1985-1995)

Final de produção

A produção total do Monza no Brasil foi de 857.810 unidades.

O Monza será para sempre lembrado como o carro que marcou uma revolução no segmento de carros médios familiares no Brasil além de ter sido um dos carros mais marcantes no país da década de 1980.

Conviveu pacificamente com o Chevrolet Vectra de primeira geração, desde o lançamento deste em 1993 até Abril de 1996, quando o Vectra de segunda geração no Brasil foi lançado, obrigando a aposentadoria definitiva do Monza em Setembro do mesmo ano.

Fonte:Diário de Motorista

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