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Venezuela e Cuba são desconvidados para posse de Bolsonaro

Publicado em 21 de Dezembro de 2018 às 06h

O Itamaraty atendeu a um pedido da equipe do presidente eleito e retirou convite. Orientação era para que todos países com relações diplomáticas com o Brasil fossem chamados.

 

O Itamaraty atendeu a um pedido da equipe do presidente eleito e desconvidou os representantes de Cuba e da Venezuela para a cerimônia de posse.

Nesta segunda-feira (17), o futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, não quis comentar o desconvide aos presidentes da Venezuela e de Cuba para a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Mas tudo foi dito nas redes sociais. No domingo (16) cedo, Ernesto Araújo disse: “Em respeito ao povo venezuelano, não convidamos Nicolás Maduro para a posse do presidente Bolsonaro. Não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira”.

Horas depois foi a vez do ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza. Ele disse que Nicolás Maduro foi convidado oficialmente para a posse e apresentou duas notas diplomáticas do Brasil com os convites: uma da embaixada do Brasil na Venezuela e outra do Ministério das Relações Exteriores.

Em seguida, Arreaza publicou outra nota, a resposta aos convites, em que diz que Nicolás Maduro nunca considerou participar da posse de um governo como o de Jair Bolsonaro.

No domingo (16), no Rio, o próprio presidente eleito comentou que Maduro e o presidente cubano, Miguel Dias Canel, não seriam convidados. “Maduro? Ele não vai receber. Nem ele nem o ditador lá que substituiu o Fidel Castro. Fidel Castro, não. Raul Castro”, afirmou o presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Nesta segunda (17), o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, disse em uma rede social: “Teremos muito mais gosto em ver na posse de Jair Bolsonaro os venezuelanos que fugiram da narcoditadura do que autoridades legalmente constituídas da Venezuela”.

Sobrou para o Itamaraty, que confirmou nesta segunda (17) que convidou sim, mas depois cancelou os convites para os presidentes da Venezuela e de Cuba.

O Itamaraty afirmou, ainda, que inicialmente o futuro governo de Jair Bolsonaro tinha recomendado que todos os representantes de países com os quais o Brasil mantem relações diplomáticas fossem convidados, mas que depois recebeu uma nova orientação do governo eleito para excluir Venezuela e Cuba da lista.

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