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Entorse de Tornozelo: o que é, tratamento e tempo de recuperação

Publicado em 5 de Janeiro de 2018 às 09h

O que é Entorse de Tornozelo?
A entorse de tornozelo é uma das principais lesões que ocorrem nos esportes. Essa lesão causa estiramento ou ruptura de um ou mais ligamentos agrupados na articulação do tornozelo. Os ligamentos são faixas do tecido que conectam os ossos à articulação e uma de suas funções é restringir o seu movimento.  Esse tipo de estiramento, ou ruptura, pode acometer os tendões, a cápsula ou, ainda, os vasos sanguíneos.

Praticar exercícios físicos que tenham muito impacto, como futebol, futsal, vôlei e basquete, podem trazer problemas e até mesmo causar lesões em que o jogador tenha que ficar um tempo afastado das quadras ou do gramado, seja atleta profissional ou o que só pratica para se divertir.

Índice neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:
O que é Entorse de Tornozelo?
Classificação
Causa
Fatores de risco
Quais são os ligamentos do tornozelo?
Sintomas
Diagnóstico
Tratamento para Entorse de Tornozelo
Tratamentos e tempo de recuperação de acordo com o grau da lesão
Complicações
Convivendo com o problema
Prevenção
Classificação
Essa lesão ocorre em mais de 85% dos casos de pessoas que sofrem com lesões no tornozelo e, na maioria dos casos, elaé pequena. As lesões podem ser separadas em três graus:

Primeiro grau ou estiramento ligamentar: estiramento dos ligamentos, mas sem que haja a ruptura do mesmo, podendo causar inchaço e dor.
Segundo grau ou lesão ligamentar parcial: ruptura parcial dos ligamentos e instabilidade articular causando edema, rigidez articular, dor e inchaço.
Terceiro grau ou lesão ligamentar total: Rompimento total dos ligamentos e falta de firmeza no pé ao andar.
Causa
O que causa a entorse é o movimento brusco realizado de forma errada ao caminhar, correr ou praticar esporte. Isso pode ocorrer também após um salto e aterrissagem no solo, assim como depois de um saque no vôlei ou arremessar/chutar uma bola no aro/gol.

Com o movimento causado, ocorre a virada forçada do tornozelo e, na maioria dos casos, o pé vira para baixo ou para dentro, ocasionando a lesão na parte externa do tornozelo.

Como há diferentes formas de virar o pé, mostramos a seguir os três tipos de pisada que podem aumentar os riscos da entorse.

Pronada
O pé, ao tocar o chão, se apoia em seu lado interno e se contorce para dentro, utilizando o dedão para ganhar impulso.

Normal
Ao tocar o chão, o pé se apoia no lado externo do calcanhar e se move para dentro, seguindo em linha reta até a elevação do dedão.

Supinada
O pé, ao tocar o chão, apoia-se no lado externo do calcanhar e continua o movimento usando o seu lado mais externo, ganhando impulso no dedo mindinho.

Fatores de risco
Existem alguns fatores de risco que podem causar predisposição à entorse de tornozelo:

Queda após um salto;
Apoiar o pé de forma incorreta;
Utilizar tênis inadequado para o esporte realizado;
Falta de treinamento;
Não se aquecer ao realizar uma atividade esportiva.
Quais são os ligamentos do tornozelo?
O tornozelo tem a importante função de impulsionar o corpo e também de absorver o impacto contra o solo, por isso ele precisa ser estável e flexível ao mesmo tempo.

Os ligamentos são divididos em três: talofibular anterior, talofibular posterior e calcâneofibular. Os mais comuns de serem rompidos são os talofibular anterior (LTFA) e o calcâneofibular (LFC). Dificilmente ocorre o rompimento do ligamento talofibular posterior (LTFP).

Ligamento talofibular posterior
Este ligamento se dirige medialmente e anterior da margem do maléolo fibular para o talo, anteriormente à sua faceta articular lateral.

Ligamento talofibular posterior
Participa quase horizontalmente da depressão na parte medial e posterior do maléolo fibular para um tubérculo proeminente na face posterior do talo. Além disso, também participa da parte lateral, que vai até o sulco, chegando ao tendão do flexor longo do hálux.

Ligamento calcaneofibular
É um cordão estreito e arredondado que acontece no ápice do maléolo fibular para um tubérculo na face lateral do calcâneo.

Sintomas
Os principais sintomas ao ocorrer a entorse do tornozelo são:

Inchaço no pé e tornozelo;
Dor na região lateral do tornozelo;
Edema;
Hematoma (coloração vermelha ou roxa);
Não poder apoiar o peso do corpo sobre o pé.
Diagnóstico
O diagnóstico deve ser feito pelo ortopedista. Na consulta, o médico fará exame clínico, que será baseado na conversa com o paciente sobre o que aconteceu, quais são os sintomas e há quanto tempo eles apareceram. O médico também deve fazer, antes de mandar o paciente para o raio-x, um exame de palpação do local para perceber onde é que dói e, assim, poder avaliar a extensão da lesão.

Ao analisar o raio-x do paciente, o médico consegue descobrir se há lesão no ligamento e também se há fratura. Se houver fratura, o paciente terá muita dificuldade em apoiar o pé no chão. Diagnosticando a lesão no ligamento, uma ressonância magnética deve ser pedida pelo médico para que ele possa identificar com mais clareza qual é o tipo de lesão e quais as estruturas afetadas.

Tratamento para Entorse de Tornozelo


O tratamento inicial deve ser feito com repouso, compressas de gelo e elevação do pé, para que o edema seja minimizado e para que, também, as dores diminuam. Em caso de inchaço do tornozelo, alguns médicos podem indicar a compressa de argila molhada para que haja o desinchaço.
 
Aplicar o gelo 4 vezes ao dia, durante 30 minutos, é o indicado. O gelo não deve entrar em contato direto com a pele, devendo conter uma toalha ou pano para evitar queimaduras.

Medicamentos
Os médicos costumam recomendar antiinflamatórios e analgésicos para os pacientes, sejam eles naturais ou não. Os naturais são conhecidos como gel de arnica ou pomada com garra do diabo.

Os outros medicamentos que podem ser usados são:

Diclofenaco;
Ibuprofeno;
Cetoprofeno;
Naproxeno.
Fisioterapia
A fisioterapia é indicada para:

Diminuir as dores para que as atividades cotidianas possam ser feitas novamente, como trabalhar, dirigir e praticar esportes;
Que o músculo volte a ter a força de antes, fazendo com que haja um bom controle da articulação;
Reeducar o pé para que haja a postura e o movimento perfeito (propriocepção).
A prática da fisioterapia consiste em realizar alongamentos com ajuda de aparelhos e realizar atividades para que o movimento volte ao normal, com a força que havia antes da lesão.

Atenção! 
NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Tratamentos e tempo de recuperação de acordo com o grau da lesão
Lesão de primeiro grau
Uma tala gessada pode ser utilizada para imobilizar o pé e o tornozelo, por 1 ou 2 semanas.
A imobilização elástica pode funcionar bem.
O uso de antiinflamatórios, gelo e elevação podem aliviar os sintomas.
A fisioterapia é indicada após 2 ou 3 semanas da lesão acontecer.
Lesão de segundo grau
O tratamento é parecido com o do primeiro grau, a grande diferença é que o tempo de imobilização é maior, podendo ser de até 3 semanas.
O tempo de recuperação, cicatrização e reabilitação é maior.
Fazer fisioterapia é importante para que o resultado do tratamento seja melhor.
Lesão de terceiro grau
O tempo de imobilização pode ser de até 4 semanas.
O tempo de recuperação, cicatrização e reabilitação é bem maior comparado aos outros casos.
Há a possibilidade de ocorrer lesões com sintomas tardios.
A cirurgia pode ocorrer em atletas ou em lesões com grande instabilidade.
Complicações
Acredita-se que 90% dos casos, após 6 semanas da entorse, possuem bons resultados, além de ter o retorno de uma vida normal. Mas há uma parcela de pacientes que, mesmo após as 6 semanas, pode sofrer com desconfortos ou instabilidade da articulação.

Em casos de sintomas após 3 meses de tratamento, deve ser realizado a ressonância magnética para diagnosticar demais defeitos e inflamações. Esse exame ajuda a diagnosticar sintomas tardios, como defeitos da cartilagem da articulação, cicatrizes e aderências internas, dolorosas e inflamadas.

O tratamento das lesões tardias pode ser feita com exercícios de força, flexibilidade e propriocepção para estabilizar e evitar que ocorram mais entorses no tornozelo.

Convivendo com o problema

Para conviver com o problema, algumas dicas são dadas, como:

Aplicar compressas de gelo;
Manter o pé elevado;
Utilizar muletas para não apoiar o pé no chão;
Fazer alongamentos suaves;
Mexer os dedos do pé para diminuir o inchaço;
Fazer exercícios de fortalecimento;
Fazer exercícios de propriocepção.
Prevenção
Utilizar os imobilizadores de tornozelo podem reduzir em até 47% a chance de ocorrer entorses na região em atletas que praticam exercícios com alto risco de torção. Pacientes que já tiveram o problema, possuem uma chance ainda maior de prevenção ao utilizar o imobilizador.

Ler sobre determinado assunto é a melhor forma de se manter informado sobre algo que lhe interessa. Esse e os outros artigos contidos no Consulta Remédios foram escritos para pessoas que não dominam os assuntos e querem se manter informados.
 

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