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Furada de Antônio Carlos faz Palmeiras sonhar com volta de Mina

Publicado em 12 de Abril de 2018 às 13h

Furada de Antônio Carlos faz Palmeiras sonhar com volta de Mina No amargo empate contra o Boca, ficou evidente. O milionário Palmeiras não tem um grande zagueiro. Conselheiros exigem o retorno de Mina

As vaias de decepção dominaram a arena palmeirense. Todas direcionadas a Lucas Lima. Mais uma vez, o meia teve uma atuação burocrática contra o Boca Juniors. Se limitou a ajudar na marcação na intermediária. Deu raros chutes a gol. Não foi e nem sequer tentou ser o articulador do ataque. Um mero carimbador de bolas. Especialista em passes do lado, sem qualquer objetividade. Nem sombra do meia importante, driblador, lançador, chutador. Jogador de personalidade que o Santos levou até a Seleção Brasileira. No Palmeiras de Roger Machado se tornou um assessor de volantes. Rádios e televisões já criticavam abertamente o jogador, no final da noite de ontem. Assim como os palavrões e vaias dos palmeirenses no estádio o tinham como alvo

Mais de 37 mil apaixonados, tentavam esquecer a desilusão de perder o título paulista para o Corinthians, no domingo. Levaram mais de R$ 4,4 milhões aos abarrotados cofres verdes. E se incomodavam com a apatia do time, que permitia que o Boca Junior tivesse 61% de posse de bola, ditando o lento ritmo do 0 a 0. A revolta crescia no estádio, quando Jara foi despachar a bola para a frente. Só que o pé esquerdo bateu antes na bola do que o violento chute que o direito se preparava para dar. A furada foi circense. A bola sobrou para Guerra que cruzou rasante para a área. O veloz e injustiçado Keno estufou as redes de Rossi. O gol, aos 44 minutos do segundo tempo, lavava a alma palmeirense. O jogador tirou a camisa e fez questão de comemorar com a torcida. Parecia ser a redenção. Vitória contra o poderoso Boca Juniors, a terceira seguida na Libertadores, a melhor campanha entre todos os times. Mas dois minutos depois, tudo isso foi esquecido

Antônio Carlos se preparou para despachar um chutão dado para a frente pelo time argentino. O zagueiro dá uma furada incrível. A bola passa e chega ao jogador mais agudo do Boca, o velocista e driblador Pavón. Depois do inesperado presente, ele invade a área palmeirense e cruza. A dor seria ainda maior. O ex-ídolo corintiano Carlitos Tevez desvia com raiva. A bola sobe. Bate no travessão, atravessa a linha, sobe de novo e morre nas redes. 1 a 1. A decepção domina novamente o estádio palmeirense. Alguns torcedores se chocam e xingam Jailson. Ele comete a heresia de trocar a camisa com Tevez. Deve ser um presente para sua mãe, Maria Antonia, corintiana fanática. Filho com consideração faz tudo o que pode pela mãe. E o gesto é logo esquecido. O foco sai do improdutivo futebol do time comandado por Roger Machado. Sem poder de se impor em jogos decisivos. Da burocrática apatia de Lucas Lima. De Jailson e sua camisa de Tevez. E recai em Antonio Carlos. Contra o Corinthians, Antônio Carlos falhou no gol decisivo Contra o Corinthians, Antônio Carlos falhou no gol decisivo Conteúdo Estadão

O zagueiro que já havia falhado no gol do Corinthians, na final do Paulista. Matheus Vital fez o que quis com ele, que vinha desesperado, tentar cobrir Marcos Rocha. E ajeitou para Rodriguinho marcar. O que o ex-zagueiro do próprio Corinthians, Oeste, Avaí, Flamengo e Ponte Preta fez foi lastimável. Sua furada misturou afobação, falta de tempo de bola, nervosismo. Ele já tem 25 anos. Não é o garoto que aparenta ser. Ele e Thiago Martins, jogador de 23 anos, que chegou com 18 no Palestra Itália, formam a zaga predileta de Roger Machado. E deixam no banco de reservas Edu Dracena, Luan, Juninho, Emerson Santos e Pedrão. São altos, fortes. Marcam gols, presenças perigosas nas áreas adversárias em escanteios. Mas são lentos, têm fraca saída de bola, se enervam com facilidade. Inseguros. O descontentamento com a dupla de zaga titular no milionário elenco palmeirense não é novidade. Conselheiros vem criticando o executivo Alexandre Mattos. Não se conformam com o dinheiro colocado à sua disposição, ele não ter conseguido contratar sequer um grande zagueiro para o clube. Pelo contrário. Perdeu Mina antes do prazo que todos esperavam. O colombiano foi para o Barcelona em janeiro e não em junho, após a Copa do Mundo, como estava combinado. No final do ano houve boatos fortes de que Mattos negociava com Geromel do Grêmio e com Miranda, da Seleção Brasileira, e da Inter de Milão. Nada foi confirmado

perda do Paulista e, principalmente a furada de Antônio Carlos, trouxe imediatamente de volta o questionamento. A necessidade de o time contratar pelo menos um grande zagueiro, se quiser, vencer a Libertadores. No vestiário, Roger Machado, fez sua obrigação. Defendeu como pôde Antônio Carlos. "É triste colocar uma culpa em um jogador só. Triste e injusto. É um esporte coletivo. Minutos atrás ele salvou em boma em um carrinho fantástico. O jogador mais veloz deles, o Pavón, ia dentro do gol. Contra o Santos ele fez o gol que abriu para vencermos, São Paulo idem. É um garoto, jogador que tem futuro brilhante, é um cara que está em alto nível, tem nosso apoio e confiança. "Ele não estava, ele está em alto nível. Tem de avaliar os dois lances com olho bastante clínico, o contexto total. No clássico, o Tonhão estava envolvido no lance, houve outro erro técnico e tático que ele tentou consertar. Esse (contra o Boca) foi de tomada de decisão. Arrisco dizer que foi um dos melhores em campo", exagerou o treinador. Como é praxe no futebol brasileiro, jogador que atua mal, não dá entrevista. Foi assim ontem com Antônio Carlos. Há saídas laterais no estádio palmeirense para quem não deseja encontrar jornalistas. O questionamento da torcida e, principalmente dos conselheiros, é justa. Antônio Carlos não merece ser crucificado. O Palmeiras como um todo não vem agradando. E não foi o único a jogar mal ontem contra o Boca. Roger tentou defender o fraco desempenho de Antônio Carlos contra o Boca Roger tentou defender o fraco desempenho de Antônio Carlos contra o Boca Agência Palmeiras

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