A vacina da gripe pode causar reação adversa?

Publicado em 6 de Maio de 2019 às 21h

Todo ano, um pouco antes do frio se instalar, o Ministério da Saúde inicia a campanha de vacinação contra a gripe. Isso porque é antes do inverno que a prevenção se dá com maior eficácia. Mas, muita gente torce o nariz para a vacina. A razão costuma se dar ao medo dos possíveis efeitos da dose. Tem quem pensa que ao tomá-la irá ficar doente. Mas isso é real?

Reações adversas

Sobre a possibilidade de adquirir a gripe ao se vacinar, as médicas garantem ser mito. “É impossível pois não há vírus vivos na sua preparação”, diz a explica a médica Beatriz Souza Dias, Diretora Clínica do Hospital Sírio Libanês. Algumas reações são comuns a qualquer medicação, como a dor no local da aplicação, mas em geral, de baixa significância. “Como há outros vírus respiratórios circulando nessa época, as pessoas acham que pegaram da vacina, mas não são. Além disso, os anticorpos demoram cerca de duas semanas para aparecerem na circulação, então é possível pegar gripe neste período”, explica ela.

“É importante lembrar que a vacina é contra a gripe, cujos sintomas são febre alta, acima de 38 graus, dor no corpo, queda do estado geral, tosse e coriza. Mas não previne contra outros vírus que causam resfriado comum, cujos sintomas são febre mais baixa, tosse e coriza”, alerta a infectologista pediátrica Luciana Becker Mau. “Outra coisa que pode acontecer é o paciente manifestar os sintomas de um vírus que já estava incubando e confundir com reação a vacina”, completa.

E até indivíduos alérgicos ao ovo, que eram impedidos de tomar a vacina alguns anos atrás, já estão liberados. Isso porque a quantidade de ovo utilizada na produção das doses foi reduzida substancialmente, diminuindo também a probabilidade de um evento adverso alérgico, chegando a quase nulo.

Vacinar ainda é a melhor prevenção

Em 2019, os grupos de risco poderão ser vacinados gratuitamente nos postos de saúde até o dia 31 de maio. São eles: crianças de 6 meses a 6 anos, pessoas com mais de 60 anos, gestantes, mulheres puérperas (que tiveram filho nos últimos 45 dias), trabalhadores da área da saúde, professores de escolas públicas e privadas, povos indígenas, portadores de doenças crônicas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e profissionais das forças de segurança e salvamento (policiais, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas).

Essa escolha segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “São aqueles que tem maior chance de apresentar as formas mais graves da doença, com mais internações e maior mortalidade”, diz a médica infectologista pediátrica Luciana Becker Mau. “A vacina previne infecção e gravidade da doença em 60% a 80% dos pacientes, o que é especialmente benéfico e relevante nos grupos de maior risco”, completa. Além dos sintomas da gripe, que causam desconforto e mal-estar, a vacina impede complicações posteriores que podem surgir, como pneumonia e insuficiência respiratória.

As doses distribuídas gratuitamente são da vacina trivalente, que protegem contra o vírus H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Victoria. “A vacina previne ou encurta infecções por influenza, mas não por outros vírus. A eficácia depende de quanto as cepas em circulação coincidem com as cepas representadas na vacina”, explica a médica Beatriz.

Precisa vacinar todo ano?

Os vírus de influenza são mutantes e a cada ano uma nova composição da vacina é feita com o objetivo de atingir a todos. Por isso a necessidade de campanhas anuais. Sobre a escolha da trivalente ou quadrivalente (aplicada apenas em redes particulares), a OMS garante que ambas são eficazes na prevenção da gripe. O preço em farmácias autorizadas e consultórios privados varia de R$88 a R$200.

“Se hoje não vemos mais doenças que antes amedrontavam pais e crianças como a paralisia infantil, algumas meningites e pneumonias, é porque vacinamos todos nos últimos anos. A exemplo do que estamos vendo com o sarampo, outras doenças erradicadas podem reaparecer caso as pessoas decidam não mais vacinar”, diz a médica Dra. Luciana Becker Mau.

A vacina mais controversa mundialmente é a de sarampo, devido a uma possível correlação com o autismo. Mas a teoria já foi refutada por diversos estudos. “As vacinas são seguras, o que não é seguro é pegar essas doenças. Ao imunizar seu filho você não só o protege, como aos amigos da mesma idade e outros com problemas de saúde que não podem se vacinar. Um exemplo são os menores de seis meses e pessoas com problemas de imunidade que não podem tomar, mas acabam protegidos se todos ao redor estiverem imunizados”, completa Dra. Luciana. No caso do sarampo o risco de infeção ao ter contato com um doente é de 90%.

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