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Fósseis de gatos vikings mostram que o bicho cresceu desde a Idade Média

Publicado em 13 de Dezembro de 2018 às 11h

Pesquisadoras da Dinamarca encontraram esqueletos de gatos vikings que sugerem que os felinos, ao contrário de muitos animais, ficaram maiores com o passar do tempo.

Quando Julie Bitz-Thorsen era estudante de graduação na Universidade de Copenhague, ela recebeu uma missão da arqueóloga Anne Birgitte Gotfredsen, sua orientadora: analisar materiais de sítios arqueológicos do país e selecionar todos os ossos de gatos. Ela queria saber o quanto os gatos medievais eram diferentes dos gatos domésticos modernos.

Segundo a revista Science, os felinos domesticados são descendentes do Gato-da-Líbia (Felis silvestris lybica), que ainda habita desertos do Oriente Médio. Aparentemente, muitos vikings criavam gatos para usar o pelo do bicho para se aquecer e controlar pragas.

No novo estudo, Bitz-Thorsen removeu centenas de crânios, fêmures, tíbias e outros ossos de gatos de recipientes que também tinham esqueletos de cães, cavalos e vacas armazenados no Museu Zoológico de Copenhague. Muitas amostras vieram de poços onde vikings eliminavam carcaças dos felinos. "Os gatos foram esfolados. Eles têm marcas de cortes ou o pescoço quebrado”, informou a pesquisadora. 

Os restos mortais são de mais de dois mil anos atrás, datados do final da Idade do Bronze até por volta do ano de 1600. “Não conheço nenhuma outra série de ossos de gatos que cubra um período tão longo", afirmou Wim Van Neer, do Instituto Real Belga de Ciências Naturais.

Depois de medir os esqueletos com um paquímetro eletrônico, Bitz-Thorsen e Gotfredsen os compararam com os dos gatos dinamarqueses modernos que datam de 1870 até os dias atuais. Os resultados mostraram que o gato domesticado cresceu cerca de 16% desde a Era Viking. 

Um dos motivos pode ser o maior acesso a comida: durante o período medieval, a acumulação de resíduos das cidades em expansão atraiu pragas e proporcionou aos gatos  melhor nutrição, aumentando o seu tamanho e até quantidade de gatos que habitavam as comunidades. Entre o final da Idade Média e hoje, eles se tornaram queridos e bem alimentados, reduzindo a energia que gastam para encontrar alimentos.

Para Claudio Ottoni, da Universidade de Oslo, na Noruega, não está claro se os gatos ficaram maiores  porque estavam comendo mais ou se algo mudou em seus genes. Ele acredita que cientistas precisam analisar o DNA de fósseis de gatos antigos para procurar por assinaturas químicas de suas dietas. 

As duas pesquisadoras ressaltaram que o estudo se concentrou apenas em gatos dinamarqueses, de modo que as descobertas podem não ser correspondentes com felinos de outras partes do mundo.

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