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Esqueleto de guerreiro morto "duas vezes" é encontrado na Inglaterra

Publicado em 20 de Dezembro de 2018 às 10h

Pesquisadores que investigavam um sítio arqueológico no condado de Yorkshire, na Inglaterra, ficaram surpresos ao realizar a análise de um esqueleto de um guerreiro que viveu há pelo menos 1,7 mil anos: apesar de os exames ósseos identificarem a morte por causas naturais, ele teria sido esfaqueado e golpeado após seu falecimento. De acordo com os arqueológos, os habitantes da região tomaram tal atitude para impedir que seu corpo e sua alma "regressassem" ao mundo dos vivos.

O esqueleto foi encontrado junto de outras 100 covas de diferentes períodos históricos: alguns registros teriam quase 2,8 mil anos e datariam do início da Idade de Ferro, quando os habitantes da região começaram a dominar técnicas mais apuradas de fabricação de metais. 

A análise feita em laboratório revelou que o homem tinha entre 17 e 23 anos quando morreu e possuía características que indicavam uma grande utilização de seus atributos físicos, levando a conclusão de que ele era um guerreiro. O "assassinato após o falecimento" foi realizado de maneira coordenada, o que indica a possibilidade de um ritual durante o ato: ele foi esfaqueado durante cinco vezes por lanças feitas de ferro e golpeado quatro vezes com ferramentas fabricadas com ossos. Para completar, ele teria levado uma pancada na cabeça com um porrete. 


Os cientistas ainda não sabem por que tal ritual ocorreu, mas levantam algumas hipóteses: como era um guerreiro, seu corpo fora ferido para representar a bravura de um combatente. Outra teoria, mais insólita, indica que ele foi atacado diversas vezes para comprovar que realmente estava morto e não voltaria a perambular pelo mundo dos vivos — arqueólogos já encontraram outros esqueletos com características semelhantes em outras regiões da Europa.

Paula Ware, uma das participantes do estudo, afirmou que os cientistas jamais saberão a real causa do ocorrido, já que a comunidade local não deixou registros escritos sobre o que se passou. 

Agora, os pesquisadores iniciam a investigação dos outros restos mortais encontrados no sítio arqueológico. Um deles também chamou a atenção: um homem que tinha entre 60 e 70 anos quando morreu foi enterrado em uma carruagem e colocado ao lado de um escudo feito com madeira couro e bronze. Além de um broche de ouro, foram encontrados ossos de porcos, que provalvemente foram consumidos durante o ritual fúnebre. O detalhe curioso — e macabro — é que os dois cavalos que estavam à frente da carruagem estavam sem as cabeças: os arqueólogos suspeitam que eles foram enterrados vivos e posteriormente decapitados. 

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