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Por que a enxaqueca é três vezes mais comum em mulheres?

Publicado em 6 de Maio de 2019 às 20h

enxaqueca é a doença neurológica mais comum e afeta um bilhão de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Academia Europeia de Neurologia (EAN). Além disso, é a segunda doença mais incapacitante do mundo porque pode causar infartos e derrames.

As mulheres são o grupo mais afetado por essa condição, caracterizada por intensa dor latejante e alta sensibilidade à luz e ao ruído. Agora, um estudo clínico realizado por pesquisadores da Universidade do Texas, em Dallas, nos Estados Unidos, pode ajudar a explicar elas são o grupo mais afetado pela condição.

Publicado na edição online do Jornal de Neurociência, a pesquisa descobriu que uma proteína envolvida no desenvolvimento de sintomas de enxaqueca causou respostas de dor em animais do sexo feminino participantes do experimento, mas não nos machos.

“A maioria dos estudos clínicos anteriores sobre enxaqueca e a proteína, chamada de peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), usou apenas animais machos, deixando em aberto a questão das diferenças neurobiológicas em relação ao sexo”, explica Greg Dussor, autor do estudo e professor de Neurociência na Faculdade de Ciências do Cérebro e Comportamento da Universidade do Texas em Dallas, Estados Unidos.

“Este é o primeiro estudo que mostra que o CGRP pode agir de forma diferente entre os sexos”, acrescenta ele. “Também mostra que o CGRP pode ter um efeito relacionado à dor nas meninges, algo que vinha sendo questionado na literatura, anteriormente.”

O experimento consistiu em injetar pequenas doses de CGRP na camada mais externa das meninges, camadas protetoras de tecido que circundam o cérebro. Apenas as fêmeas experimentaram sintomas de dor de cabeça. Os pesquisadores observaram uma resposta semelhante resultando em dor nas pernas dos animais, quando as doses eram injetadas lá.

As razões para a prevalência de enxaqueca em mulheres são provavelmente complexas. Já que roedores machos não foram afetados pela introdução de CGRP nas meninges, Dussor diz que o estudo sugere que a sinalização com base no CGRP nas meninges pode contribuir para a natureza assimétrica dessa condição.

“Embora o CGRP desempenhe um papel claro na enxaqueca, isso não implica que a enxaqueca é exclusivamente um distúrbio baseado no CGRP”, diz Dussor. “Este é apenas o começo das demonstrações que apontam que o CGRP pode agir de forma diferente nas mulheres”.

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