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NOJINHO: 5 FORMAS COMO OS ANTIGOS ROMANOS USAVAM XIXI E COCÔ NO DIA A DIA

Publicado em 6 de Novembro de 2018 às 18h

1 – Branqueador dental


Não pense que os produtos branqueadores para os dentes são uma invenção moderna! Os romanos, que eram pra lá de espertos, sabiam que, com o tempo, a urina se decompõe formando a amônia. Essa substância, por sua vez, tem excelentes propriedades limpantes e pode ser usada para tirar manchas — e tanto o xixi humano quanto o de animais era empregado como enxaguante bucal para clarear os dentes pelos antigos romanos.

2 – Detergente


Além de ser usada como clareador dental, a amônia da urina era empregada pelos antigos romanos na lavagem das togas. A limpeza acontecia em locais conhecidos como fullonicas — onde homens chamados fullones colocavam as roupas dentro de bacias cheias de urina e pulavam sobre as peças como se fossem máquinas de lavar vivas.

O processo muitas vezes envolvia a adição de cinzas ou terra à urina, e a mistura ajudava a remover a gordura que ia se acumulando no tecido e, com isso, as cores das togas voltavam a aparecer vistosas e brilhantes.

3 – Curtir couro


Os antigos romanos desenvolveram um sistema para curtir o couro que consistia em deixar a pele dos animais de molho em xixi e, depois, adicionar o cocô de animais — e, algumas vezes, inclusive fezes humanas. O processo era usado para remover os pelos da peliça e funcionava porque as enzimas produzidas pelas bactérias presentes no cocô deixavam a pele mais macia e maleável.

4 – Remédio veterinário


Os antigos romanos também usavam urina humana para tratar seus animais. As ovelhas, por exemplo, quando eram diagnosticadas com problemas biliares, eram forçadas a beber xixi; porém, se a doença fosse pulmonar, a substância era administrada pelo nariz dos bichinhos. As aves doentes também eram tratadas com urina morna, e era comum que as abelhas recebessem doses do líquido.

5 – Fertilizante


Por ser rica em fósforo e nitrogênio, a urina também pode ser utilizada na agricultura — principalmente em hortas e pomares. Pois existem registros históricos de que os antigos romanos “regavam” suas plantinhas com xixi, especialmente para a obtenção de romãs mais saborosas e suculentas.

Contudo, os romanos não se limitavam a usar apenas a urina humana para fertilizar suas plantações e jardins. Eles recorriam a fezes com frequência também, e inclusive existiam coletores especializados — os stercorarii — que recolhiam e comercializavam esse material e até um imposto sobre os “produtos”.

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