Saiba por que o estresse pode estar te engordando

Publicado em 6 de Maio de 2019 às 21h

Sabemos bem que, alguns dias, a única coisa que nos ajuda a aliviar o estresse é encher a barriga de guloseimas nada saudáveis. No entanto, é hora de começar a lutar contra este hábito. O motivo? Um estudo publicado na revista científica Cell Metabolism, descobriu que quando estamos estressados, comer alimentos pouco saudáveis pode nos levar a ganhar mais peso.

Uma equipe liderada pelo Professor Herbert Herzog, chefe do laboratório de transtornos alimentares do Instituto Garvan de Pesquisa Médica, analisou o comportamento e o ganho de peso de um grupo de ratos.

Eles descobriram que quando os ratos passavam um período de tempo estressados e havia alimentos altamente calóricos à sua disposição, eles se tornavam obesos mais rapidamente do que quando consumiam os mesmos alimentos em um ambiente livre de estresse.

Os pesquisadores acreditam que isso aconteceu, em parte, porque os ratos estressados comeram muito mais do que seus colegas mais calmos.

Na tentativa de avaliar as razões por trás das diferenças no ganho de peso entre os ratos estressados e os não estressados, os cientistas criaram a hipótese de que pode haver a influência de uma molécula chamada neuropeptídeo Y (NPY), que o cérebro produz em resposta ao estresse para estimular o consumo de alimentos.

“Nós descobrimos que quando bloqueamos a produção da molécula na amígdala, o ganho de peso era reduzido,” explicou o autor principal do estudo, Dr. Kenny Chi Kin Ip.

“Sem o NPY, o ganho de peso, numa dieta rica em gordura, associada ao estresse, foi o mesmo observado no ambiente livre de estresse. Isso mostra uma associação clara entre o estresse, a obesidade e o NPY”.

Segundo a nutricionista Fleur Borelli, nossos corpos normalmente produzem insulina logo após uma refeição para ajudar as células a absorver glicose e enviar um sinal de “pare de comer” ao cérebro, para indicar que estamos satisfeitos.

O estresse aumenta um pouco os níveis do hormônio, mas quando estamos estressados, buscamos alimentos altamente calóricos e pouco saudáveis e a quantidade dobra no nosso corpo. No decorrer do tempo, nossas células nervosas perdem sua sensibilização à insulina, o que faz com que elas parem de detectá-la.

“Se estivermos produzindo insulina demais com uma frequência exagerada, seja por fazer refeições demais ou por consumir alimentos muito calóricos, o corpo para de responder e o açúcar não chega às células,” explica Borelli. “Este quadro é conhecido como resistência à insulina, e abre caminho para distúrbios metabólicos, como a diabetes tipo II”.

Isso leva as células nervosas a aumentar seus níveis de NPY, o que nos incentiva a comer mais e nos impede de conseguir queimar energia por meio do calor.

“É por isso que os ratos estressados que mantiveram a mesma dieta que os não estressados ganharam peso com mais facilidade. Esta é uma estratégia de sobrevivência baseada no fato de que nossos cérebros pensam que não há comida por perto, pois o corpo parou de responder aos níveis elevados de insulina,” ela acrescenta. Em outras palavras, entramos em um círculo vicioso.

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