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História da Alheira de Mirandela

Publicado em 8 de Abril de 2019 às 16h

História da Alheira de Mirandela

Hist�ria da Alheira de Mirandela

Alheira de Mirandela

A alheira de Mirandela existe desde o século XVI.

Não há nada mais português que os enchidos.

Desde o chouriço à morcela, passando pela farinheira, ninguém recusa uma boa salsicha cheia de carne ou daquilo que, na verdade, calhar.

Alheiras essas, há muitas: mas nenhuma tão famosa como a de Mirandela.

Origem

A jornalista Theodora Sutcliffe, da BBC, esteve em Portugal e ficou rendida àquela que chama “a salsicha portuguesa que salvou judeus”.

A jornalista diz que “cada prato conta um milhão de histórias” e aqui, a história começa em 1492, quando Fernando de Aragão e a mulher, a rainha Isabel de Castela, conquistam o último bastião mouro da Península Ibérica – Granada – e invadiram o Palácio da Alhambra.

Profundos católicos, os reis acreditavam que os judeus praticantes podiam incentivar aqueles que se converteram ao cristianismo a regressar à sua religião original.

Contrataram interrogadores para perseguir judeus no seu reino: sim, estamos a falar da Inquisição espanhola.

Milhares de judeus fugiram de Espanha para Portugal, principalmente para Lisboa.

Mas a partir de 1496, os judeus portugueses também foram forçados a converter-se ou, em alternativa, sair do país.

Durante os dez anos seguintes, cidadãos mais conservadores, normalmente marinheiros, matavam judeus diariamente.

Em 1536, a Inquisição chegou formalmente a Portugal e tanto judeus como judeus convertidos eram capturados e queimados vivos na pira, diante de um mar de gente, no Rossio.

Os judeus começaram a esconder-se e a formar comunidades em que se faziam passar por cristãos: escreviam em hebreu e fingiam rituais católicos para não levantar suspeitas.

Mas em Trás-os-Montes, o disfarce foi mais original.

Uma das principais maneiras que os membros da Inquisição tinham para descobrir os fugitivos era perceber se estes comiam carne de porco ou não – porque a religião judaica proíbe o seu consumo.

Para enganar os investigadores, os habitantes de Mirandela criaram uma salsicha feita com pão e frango, que se assemelhava aos tradicionais chouriços e farinheiras com carne suína: a alheira.

Theodora Sutcliffe, jornalista da BBC, passou pela Manteigaria Silva enquanto esteve em Lisboa e ficou surpreendida com a história da alheira de Mirandela.

Falou com Paolo Scheffer, um especialista na herança judaica de Lisboa, e foi aprender como se come alheira no restaurante Zé dos Cornos, na costa do Castelo: com um ovo estrelado, batatas fritas e arroz branco.

Nos dias de hoje, a alheira é um dos elementos típicos da cozinha portuguesa e já é feita com:

  • carne de porco,
  • carne de caça
  • pode até ser vegetariana.

Depois de salvar milhares de judeus, saltou das montanhas de Trás-os-Montes para o resto do país.

Receita Típica

Alheira de Mirandela

Geralmente são fritas em azeite e servidas com legumes cozidos.

Mas também podem ser estufadas, depois de envolvidas em couve lombarda.

Faça as suas alheiras caseiras e delicie-se com este enchido delicioso.

Ingredientes

  • 1 kg pão caseiro de trigo
  • 200 grs carne de vaca
  • 150 grs presunto
  • 1/2  galinha caseira gorda
  • carne de porco alguns ossos de porco
  • 10  dentes de alho 1 cabeça inteira
  • 1 colher de sopa pimentão doce colorau
  • 1 ramo salsa
  • 1  tripa seca para enchidos
  • 200 grs toucinho
  • sal
  • piri-piri

Instruções de preparação

  • 1. Coza todas as carnes e os ossos de porco em água suficiente para as cobrir, (de modo a obter no final da cozedura um caldo gordo e forte ) e também com os alhos descascados, o piri-piri, a salsa e sal.
  • 2. À medida que as carnes forem ficando cozidas, retire-as, e desfie-as muito bem; esmague a parte gorda do toucinho e desfie a carne, podendo o courato ser picado com a faca.
  • 3. Demolhe e lave muito bem a tripa seca.
  • 4. Corte o pão em fatias finas para um alguidar.
  • 5. Quando as carnes estiverem todas cozidas, regue o pão com o caldo quente e tape-o com um pano durante alguns minutos; depois desfaça muito bem o pão com uma colher de pau e, junte-lhe as carnes desfiadas e uma colher de (sopa) de colorau, mexendo bem.
  • 6. Se estiver muito rijo, junte-lhe um pouco de caldo, mas pouco, pois deve obter uma espécie de açorda rija.
  • 7. Retifique os temperos e encha as tripas enquanto o recheio está quente, quando frio custa a trabalhar.
  • 8. Vá enchendo, atando e cortando as alheiras com 15 cm de comprimento.
  • 9. Não se esqueça de as atar bem nas pontas.
  • 10. Depois de prontas, convém deixá-las no fumeiro se possível, ou no frigorífico durante 1 ou 2 dias.

Notas

O caldo tem que ficar mesmo gordo; caso contrário terá que lhe juntar um pouco de banha ou azeite, o que lhe altera um pouco o sabor.

Estas quantidades dão para 10 ou 12 alheiras.

Normalmente 1 liaça de tripa seca dá para 3 dúzias de alheiras.

Sirva as suas alheiras caseiras, fritas acompanhadas de legumes cozidos ou então com batata frita, salada e um ovo estrelado.

Caso prefira algo menos calórico e com o mesmo sabor, opte por grelhar a sua alheira.

Fonte: Classificados Portugal

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