9 doenças cardiovasculares mais comuns

Publicado em 30 de Novembro de 2018 às 16h

As doenças cardiovasculares são doenças que normalmente surgem com a idade ou devido a hábitos de vida poucos saudáveis, como alimentação rica em gordura e falta de atividades físicas, como a hipertensão, a insuficiência cardíaca e o infarto, por exemplo. No entanto, as doenças cardiovasculares podem ser diagnosticadas logo ao nascimento, no caso das cardiopatias congênitas por exemplo.

Além disso, as doenças cardiovasculares podem acontecer como consequências de infecções por vírus, fungos ou bactérias, levando a inflamação do coração, como no caso da endocardite e da miocardite.

 

Principais doenças cardiovasculares

1. Hipertensão

A hipertensão é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, normalmente acima de 140 x 90 mmHg, o que pode influenciar no bom funcionamento do coração. Essa situação pode acontecer devido ao envelhecimento, falta de exercício, aumento do peso ou consumo excessivo de sal, por exemplo no entanto a hipertensão também pode acontecer como consequência de outras situações, como diabetes ou doenças renais, por exemplo.

O aumento da pressão arterial normalmente não causa sintomas, mas em alguns casos pode ser percebido por meio de alguns sintomas, como tontura, dor de cabeça, alterações na visão e dor no peito, por exemplo. Saiba como identificar a hipertensão.

O que fazer: É importante que a pressão arterial seja controlada para evitar a ocorrência de outras doenças cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca, por exemplo. Assim, é recomendado que a pessoa siga o tratamento orientado pelo cardiologista que normalmente envolve o uso de medicamentos, além de uma dieta pobre em sal.

É importante também praticar atividades físicas, evitar fumar, beber pelo menos 2 litros de água por dia e verificar a pressão diariamente. Caso a pressão continue alta mesmo com o tratamento recomendado, é indicado voltar ao cardiologista para que possa ser feita uma nova avaliação e o tratamento modificado.

 

2. Infarto Agudo do Miocárdio

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) ou ataque cardíaco acontece devido à interrupção da passagem dem sangue para o coração, na maioria das vezes devido ao acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos. O sintoma mais característico do infarto é a dor no peito que pode irradiar para o braço, mas também pode haver tontura, suor frio e mal estar.

O que fazer: Em casos de infarto, o mais recomendado é que a pessoa seja levada ao hospital mais próximo para que seja iniciado o tratamento, podendo ser feito com o uso de medicamentos que impedem a formação de coágulos no sangue e favorecem o fluxo sanguíneo, cirurgia ou angioplastia, que é um procedimento cujo objetivo é restabelecer a circulação sanguínea. Entenda como é feito o tratamento para o infarto.

Além disso, é importante adotar hábitos saudáveis, como a prática regular de atividades físicas e dieta pobre em alimentos gordurosos e rica em frutas e vegetais.

 

3. Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca é mais comum em pessoas que possuem pressão alta, o que pode levar ao enfraquecimento do músculo cardíaco e, consequentemente, dificuldade para bombear o sangue para o corpo. Os principais sintomas associados à insuficiência cardíaca são cansaço progressivo, inchaço nas pernas e nos pés, tosse seca à noite e falta de ar.

O que fazer: O tratamento para a insuficiência cardíaca deve ser indicado pelo cardiologista, sendo geralmente indicado o uso de medicamentos para diminuir a pressão, como o Captopril e Lisinopril, por exemplo, ou medicamentos diuréticos, como a Furosemida.

Além disso, é recomendada a prática regular de exercícios e diminuir o consumo de sal, pois assim é possível controlar a pressão e, consequentemente, evitar a insuficiência cardíaca.

 

4. Cardiopatia congênita

As cardiopatias congênitas são aquelas em que o coração sofre alterações durante o processo de desenvolvimento ainda durante a gestação, o que pode resultar em alterações na função do coração que já nascem com o bebê. Essas cardiopatias podem ser identificada ainda no útero materno, por meio do ultrassom e do ecocardiograma e pode ser leve ou grave. Conheça os principais tipos de cardiopatia congênita.

As cardiopatias congênitas leves normalmente não apresentam sintomas e a pessoa pode levar uma vida normal. No entanto, no caso de cardiopatias graves, pode ser necessária cirurgia assim que o bebê nasce para correção do defeito estrutural, ou até mesmo realização de transplante de coração.

O que fazer: O tratamento das cardiopatias congênitas variam de acordo com a gravidade, sendo recomendado, no caso das cardiopatias congênitas graves, a realização de cirurgia ou transplante de coração logo no primeiro ano de vida. No caso das cardiopatias leves, o tratamento é feito com o objetivo de aliviar os sintomas, podendo ser indicado pelo cardiologista o uso de medicamentos diurético e betabloqueadores, por exemplo, para regular a frequência cardíaca.

 

5. Endocardite

A endocardite é a inflamação do tecido que reveste internamente o coração, sendo normalmente causado por um microrganismo, normalmente fungo ou bactéria, que atingiu a corrente sanguínea e chegou ao coração, sendo então denominada endocardite infecciosa. Apesar da infecção ser a principal causa de endocardite, essa doença também pode acontecer como consequência de outras doenças, como câncer, febre reumática e doenças autoimunes, por exemplo.

Os sintomas da endocardite surgem ao longo do tempo, podendo haver febre persistente, suor em excesso, pele pálida, dor nos músculos, tosse persistente e falta de ar. Em casos mais graves, pode ainda ser percebida a presença de sangue na urina e perda de peso.

O que fazer: A principal forma de tratamento para endocardite é o uso de antibióticos ou antifúngicos para combater o microrganismo responsável pela doença, devendo o tratamento ser feito conforme a orientação do cardiologista. Além disso, pode ser recomendado o uso de anti-inflamatórios para aliviar os sintomas.

 

6. Arritmias cardíacas

A arritmia cardíaca corresponde à alteração dos batimentos cardíacos, o que pode tornar os batimentos mais rápidos ou mais lentos, resultando em sintomas como cansaço, palidez, dor no peito, suor frio e falta de ar, por exemplo.

O que fazer: O tratamento indicado pelo cardiologista varia de acordo com os sintomas apresentados pela pessoa, mas possui como objetivo regular os batimentos cardíacos. Assim, pode ser indicado o uso de medicamentos, como a Propafenona ou o Sotalol, por exemplo, desfibrilação, implantação de marcapasso ou realização de cirurgia de cauterização. Entenda como é feito o tratamento para arritmia cardíaca.

É importante também evitar o consumo de álcool, drogas e bebidas com cafeína, por exemplo, pois podem alterar o ritmo cardíaco, além de praticar atividades físicas regulares e ter uma alimentação balanceada.

 

7. Angina

A angina corresponde à sensação de peso, dor ou aperto no peito e acontece geralmente quando há a diminuição do fluxo de sangue para o coração, e que é mais comum em pessoas acima dos 50 anos, que possuem pressão alta, diabetes descompensada ou que possuem hábitos de vida pouco saudáveis, resultando na interrupção do fluxo sanguíneo devido ao acúmulo de gordura nos vasos. Conheça os principais tipos de angina.

O que fazer: O tratamento para a angina é recomendado pelo cardiologista de acordo com o tipo de angina, podendo ser recomendado repouso ou uso de medicamentos para controlar os sintomas, melhorar o fluxo sanguíneo, regular a pressão arterial e evitar a formação de coágulos.

 

8. Miocardite

A miocardite é a inflamação do músculo cardíaco que pode acontecer devido a infecções no organismo, podendo acontecer durante uma infecção por vírus ou quando há uma infecção avançada por fungos ou bactérias. Essa inflamação pode levar a diversos sintomas em casos mais graves, como por exemplo dor no peite, batimento cardíaco irregular, cansaço excessivo, falta de ar e inchaço nas pernas, por exemplo.

O que fazer: Normalmente a miocardite é solucionada quando a infecção é curada por meio do uso de antibióticos, antifúngicos ou antivirais, no entanto caso os sintomas da miocardite permaneçam mesmo após o tratamento da infecção, é importante consultar o cardiologista para que seja iniciado o tratamento, podendo ser recomendado o uso de medicamentos para reduzir a pressão, diminuir o inchaço e controlar os batimentos cardíacos.

 

9. Valvulopatias

As valvulopatias, também chamadas de doenças das válvulas cardíacas, aparecem com mais frequência em homens a partir dos 65 anos e mulheres a partir dos 75 anos e acontece devido ao acúmulo de cálcio nsa válvulas do coração, dificultando o fluxo sanguíneo devido ao seu endurecimento.

Em alguns casos, os sintomas de valvulopatia podem demorar a aparecer, no entanto alguns sintomas que podem indicar problemas nas válvulas cardíacas são dor no peito, sopro no coração, cansaço excessivo, falta de ar e inchaço nas pernas e nos pés, por exemplo.

O que fazer: É recomendado que pessoas acima dos 60 anos façam consultas com o cardiologista de forma regular para que seja verificada qualquer alteração no órgão, incluindo as valvulopatias. Quando há confirmação de valvulopatia, o médico indica o tratamento de acordo com a válvula que foi atingida e o grau de comprometimento, podendo ser indicado o uso de medicamentos diuréticos, antiarrítmico ou, até, mesmo a substituição da válvula.

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