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O que é Raquitismo Infantil, sintomas, como evitar, tem cura?

Publicado em 6 de Janeiro de 2018 às 19h

O que é raquitismo?

É comum associarmos o termo raquítico com uma pessoa pequena e de aparência fragilizada. Mas você sabe exatamente de onde vem essa expressão?

O nome raquitismo vem de uma antiga palavra inglesa chamada “wrickken”, que literalmente significa torcer ou dobrar – esse termo faz referência a aparência curvada, uma das principais características de crianças que têm raquitismo.


A doença é caracterizada por um distúrbio ósseo que acomete crianças em fase de crescimento. Nessa condição, os ossos ficam amolecidos e fracos, o que aumenta as chances de fraturas e deformidades.

Na grande maioria dos casos, o raquitismo está associado a deficiência de vitamina D, sendo necessário mudanças na alimentação e suplementação para a cura da doença. Em situações mais raras, o problema é causado por um defeito genético.

A partir do momento em que as causas foram estabelecidas pela medicina, diagnósticos de raquitismo são cada vez mais raros, especialmente em países desenvolvidos. Isso porque, atualmente, é comum que bebês sejam suplementados com vitamina D logo nos primeiros dias de vida, como medida preventiva.

Por que os ossos ficam curvados?

Agora que você já sabe o que é o raquitismo e como ele se manifesta, é preciso entender o porquê dos ossos ficarem deformados. Essa característica está diretamente relacionada ao processo de mineralização e a principal causa da doença: a falta de vitamina D.

Para que os ossos fiquem firmes e resistentes, especialmente quando chegamos a vida adulta, é necessário que ocorra a calcificação. Esse processo é caracterizado pelo depósito de sais de cálcio e fósforo nos tecidos ósseos. E considerando que a vitamina D é responsável pela absorção e utilização desses nutrientes, a falta dela no organismo pode provocar alterações na estrutura dos ossos.

Como acontece o desenvolvimento ósseo em bebês e crianças

Ao segurar um bebê nos braços, você com certeza já teve um certo medo de que ele “quebrasse”. A fragilidade na estrutura da criança acontece porque nos primeiros meses de vida do bebê, o processo de calcificação ainda não aconteceu de maneira completa. Isso faz com que alguns pontos do seu corpo fiquem mais amolecidos, como é o caso da fontanela – popularmente conhecida como moleira.

Especialmente ao longo dos dois primeiros anos de vida, estes pontos vão desaparecendo e dando lugar aos ossos. Tal processo de endurecimento (calcificação) da cartilagem acontece em diferentes ritmos, sendo os ossos das mãos e dos pulsos uns dos primeiros a se desenvolverem completamente. Assim, pegar e mover objetos passa a ficar mais fácil para a criança.

É importante ressaltar que esse é um processo lento, no qual a formação definitiva de todos os ossos do esqueleto se dá apenas no final da adolescência. É somente após esse período que toda a cartilagem é substituída por ossos.

Falando de maneira mais precisa, quando se completa 18 anos, aproximadamente 90% do pico de massa óssea foi acumulado. Quanto maior esse valor máximo, maior será a reserva de cálcio ao envelhecer, diminuindo assim as chances de fraturas ao longo dos anos.

Qual a origem do raquitismo?

Para que o raquitismo chegasse aos níveis de esclarecimentos que temos hoje, houveram alguns fatos bastante curiosos, inclusive a descoberta da própria vitamina D.

Foi a partir do século XVII que os primeiros relatos da doença surgiram. O fato foi percebido devido a um surto de crianças com deformidades ósseas e atrasos no crescimento. Em pouco tempo, a condição já era considerada comum em toda a Inglaterra e havia uma verdadeira disputa entre estudiosos para saber quais seriam suas causas.

Voltemos ao contexto da época: com o desenvolvimento das cidades industriais, a poluição passou a fazer parte do cenário urbano. Isso fez com que as crianças que viviam nesse ambiente deixassem de receber a luz solar. Ao mesmo tempo, aquelas que moravam em regiões menos desenvolvidas e, portanto, eram mais desnutridas, não apresentavam graus intensos de raquitismo como as que viviam nas cidades.

 
Ao perceberem esse fato, os cientistas logo entenderam que o raquitismo não estava relacionado à desnutrição, mas sim à falta de exposição solar. Alguns estudos depois, foi possível identificar uma substância da qual ainda não se tinha conhecimento: a vitamina D.

A partir das primeiras décadas do século XX, a suplementação com vitamina D fez com que o raquitismo fosse praticamente erradicado nos países industrializados. Porém, o problema ainda é relativamente frequente em regiões menos desenvolvidas.

O papel da vitamina D

Também conhecida como calciferol, a vitamina D é produzida pelo nosso próprio organismo no momento em que a pele é exposta ao sol. Esse hormônio lipossolúvel é armazenado especialmente no fígado e atua diretamente na absorção e utilização do cálcio e fósforo, nutrientes necessários para manter os ossos, dentes e músculos saudáveis.

Para se ter uma ideia, quando a vitamina D está em falta no organismo, somente 10 a 15% do cálcio é absorvido. Isso pode acarretar em diversos problemas ósseos, incluindo o raquitismo, além do aumento do risco de fraturas em adolescentes e adultos.

É importante ressaltar que a vitamina D se apresenta sob duas formas:

Vitamina D2 (ergocalciferol): sintetizada a partir de plantas e precursores da levedura, também é usada em suplementos de alta dosagem.
Vitamina D3 (colecalciferol): forma mais ativa, é formada quando a pele é exposta à luz solar. Além disso, pode ser encontrada em alguns alimentos.
Tanto a vitamina D2 quanto a D3 não são ativas no organismo, sendo ambas metabolizadas pelo fígado e pelos rins em uma forma ativa da vitamina D, chamada calcitriol. A partir daí, ocorre a absorção de cálcio e fósforo pelo intestino.

Outro papel importante da vitamina D diz respeito ao aumento na função imunológica e melhora na força muscular.

Tipos de raquitismo

O raquitismo pode ser dividido em dois tipos: hipocalcêmico ou hipofosfatêmico. Apesar de apresentarem causas diferentes, em ambos os casos há hipofosfatemia – redução de fosfato no sangue.

Hipocalcêmico

O raquitismo hipocalcêmico é caracterizado pela deficiência de vitamina D ou resistência à sua ação. Pode ser subdividido em:

Raquitismo nutricional
Nessas situações, a falta do hormônio costuma ser provocada pela exposição solar inadequada ou ingestão insuficiente de vitamina D, cálcio ou fósforo.

Raquitismo dependente de vitamina D tipo I
Também chamado de raquitismo pseudo-deficiente em vitamina D, é um distúrbio autossômico recessivo que se manifesta com a síndrome de deficiência de vitamina D logo no primeiro ano de vida.

Raquitismo dependente de vitamina D tipo II
Considerado uma doença rara autossômica recessiva, geralmente é provocado por mutações no gene receptor de vitamina D, o VDR. Nesses casos, a alopecia (queda de cabelo) costuma ser um dos primeiros sintomas.

Hipofosfatêmico

Costuma ser causado por perda renal de fosfato e está diretamente relacionada ao fator genético. Pode ser subdividido em:

Raquitismo hipofosfatêmico familiar
Também chamado de raquitismo ligado ao cromossomo X, é o tipo mais comum de raquitismo hipofosfatêmico, na qual a absorção de fósforo é prejudicada e os níveis de calcitriol (forma ativa da vitamina D) são anormais.

Raquitismo hipofosfatêmico hereditário com hipercalciúria
Distúrbio autossômico com perda renal de fosfato e concentrações elevadas de calcitriol (forma ativa da vitamina D). Nesse subtipo da doença, existem defeitos nos canais de reabsorção de fósforo, além da presença de hipercalciúria – excesso de eliminação de cálcio na urina.

Raquitismo e osteomalácia

Assim como o raquitismo, a osteomalácia também é um tipo de doença caracterizada pelo defeito da mineralização óssea, provocando ossos frágeis e quebradiços. Do mesmo modo, geralmente está relacionada à falta de vitamina D. Mas então o que difere as duas doenças?

Apesar das condições geralmente estarem associadas, enquanto a osteomalácia atinge os adultos, o raquitismo se manifesta na infância, mais especificamente durante a fase de crescimento.

Quando se fala em sintomas, a osteomalácia não costuma apresentar sinais claros. O adulto pode sentir dores ósseas difusas na região lombar, pelve e extremidades inferiores, além de fraqueza muscular. Já as deformidades esqueléticas, comuns no raquitismo, são raras e ocorrem somente em quadros de longa duração.
 
Algumas pessoas ainda costumam confundir a osteomalácia com a osteoporose. Por isso, é importante esclarecer que na osteoporose a mineralização do osso é normal, o que acontece de fato é uma diminuição da massa óssea, em que os ossos ficam fracos devido a porosidade causada pela perda de cálcio.

Causas

Hoje as causas da doença são bastante esclarecidas, especialmente quando se entende como se dá o processo de desenvolvimento ósseo. No geral, o problema será provocado pela falta de vitamina D, cálcio ou fosfato.

Entenda as principais causas relacionadas ao raquitismo:

Falta de vitamina D

Essa é a principal causa do raquitismo e que pode estar relacionada com a falta de exposição solar. Isso porque os raios UV são responsáveis por estimular 90% da produção da vitamina D em nosso organismo – apenas 10 a 15 minutos de luz solar direta podem gerar 10.000 a 20.000 UI de vitamina D. Assim, pessoas que passam muito tempo em ambientes fechados, longe do sol, estão mais suscetíveis a sofrer com a falta do nutriente.

Além disso, a alimentação também é um fator importante. No que diz respeito ao cálcio, pessoas que não consomem produtos lácteos – como no caso dos intolerantes à lactose – ou aquelas que seguem uma dieta vegetariana, podem apresentar deficiências nutricionais.

Problemas com absorção de vitaminas e minerais

Algumas condições subjacentes podem afetar diretamente a absorção da vitamina no organismo. São elas:

Doenças renais;
Doenças do fígado e do trato biliar;
Doença celíaca;
Fibrose cística (raro).
Defeito genético

O fator hereditário é predominante no raquitismo hipofosfatêmico. Nesses casos, há um raro distúrbio genético que dificulta a capacidade dos rins de controlar a quantidade de fosfato excretado na urina. Assim, os níveis do mineral no sangue se mantêm consideravelmente baixos, tornando os ossos frágeis e flexíveis.

É importante ressaltar que esse tipo de raquitismo não está relacionado com a deficiência de vitamina D.

Fatores de risco

Fatores de risco

Especialmente quando se fala em falta de vitamina D, certos fatores aumentam as chances de uma pessoas desenvolver o raquitismo:

Cor da pele: a pele escura produz menos vitamina D já que não reage tão facilmente à luz do sol quanto a pele mais clara – lactentes e crianças com pigmentação mais escura requerem 5 a 10 vezes o comprimento da exposição solar para atingir os mesmos níveis daquelas com pigmentação mais leve;
Dieta: a falta de ingestão de alimentos como peixes, ovos e leite – todos fontes de vitamina D – favorece a doença;
Idade: crianças com idade entre 6 e 36 meses passam por um rápido crescimento e necessitam de maior quantidade de cálcio e fosfato para fortalecer os ossos;
Amamentação exclusiva: o leite materno não contém quantidade suficiente de vitamina D para evitar o raquitismo;
Localização geográfica: morar em regiões onde há menor incidência solar pode diminuir os níveis de vitamina D no organismo;
Genes: casos de raquitismo hipofosfatêmico na família favorecem o surgimento desse tipo da doença;
Uso de certos medicamentos: anticonvulsivantes, glicocorticoides e antirretrovirais podem interferir na capacidade do organismo utilizar a vitamina D;
Nascimento prematuro: nascer antes do momento esperado aumenta as chances do bebê desenvolver o raquitismo;
Deficiência de vitamina D durante a gestação: bebês que nascem após uma gestação com níveis graves de deficiência de vitamina D podem nascer com sinais de raquitismo ou desenvolver a doença ao longo dos meses.
Sintomas

Independente do tipo de raquitismo, os primeiros sinais da doença podem surgir já no primeiro ano de vida e evoluir com o avanço da idade, especialmente nas regiões que se desenvolvem mais rapidamente.

Os sintomas mais comuns da doença incluem:

Atraso no desenvolvimento e crescimento da criança;
Osso fracos com maiores chances de fratura;
Problemas nos dentes (atraso no crescimento, abscessos, esmalte frágil, dentes tortos etc.);
Dores músculo-esqueléticas;
Dificuldade para caminhar;
Cansaço fácil;
Crescimento atrofiado e baixa estatura;
Irritabilidade;
Hiperatividade;
Suor excessivo na cabeça;
Tetania;
Fraqueza muscular;
Craniotabes (amolecimento e redução da espessura dos ossos do crânio em bebês recém-nascidos);
Doenças respiratórias de repetição;
Formigamento nas mãos e pés;
Cãibras musculares;
Convulsões – devido ao baixo nível de cálcio no sangue;
Alopecia (exclusivamente no raquitismo hipofosfatêmico).
Nos casos mais graves, podem haver deformações esqueléticas que incluem:

Testa larga;
Deformações nos cotovelos, pulsos, tornozelos e joelhos;
Ossos largos;
Alterações na curvatura da coluna (escoliose ou cifose);
Pernas e braços arqueados;
Rosário raquítico (protuberâncias na caixa torácica);
Esterno empurrado para frente (peito de pombo).
Diagnóstico

O diagnóstico de raquitismo pode ser feito por um clínico geral, ortopedista, pediatra ou endocrinologista pediátrico. Inicialmente, o médico realiza um exame físico para observar algumas partes específicas do corpo, como crânio, pernas, peito, punhos e tornozelos, em busca de sinais de deformidades nos ossos.

A fim de confirmar o diagnóstico, os testes também podem incluir:

Raio-X dos ossos;
Exames de sangue para medir os níveis de cálcio, fósforo, hormônio paratireóide etc.;
Exame de urina;
Fosfatase alcalina;
Gasometria arterial – exame de sangue que verifica a acidez na corrente sanguínea;
Biópsia óssea (muito raro).
No caso do raquitismo nutricional, é comum detectar níveis baixos de cálcio e fósforo no sangue, além de valores reduzidos de calcitriol e cálcio urinário. Por outro lado, a fosfatase alcalina, hormônio paratireóide e níveis de fósforo urinário estarão elevados.

Raquitismo tem cura? Qual o tratamento?

O raquitismo é uma doença que tem cura e que não costuma trazer grandes complicações. Com o tratamento adequado, em pouco tempo a criança estará livre do problema. Vale lembrar que nos casos em que o raquitismo é provocado por doenças subjacentes, tratar essa outra condição pode curar o paciente.

As medidas tratativas podem se diferenciar de acordo com a classificação da doença:

Raquitismo hipocalcêmico

Visto que a deficiência de vitamina D é a grande responsável por esse tipo de raquitismo, na maioria dos casos o problema é tratado com a suplementação desse hormônio. Veja as diferenças:

Raquitismo nutricional: além da reposição de vitamina D, seja por meio da alimentação ou suplementação, é comum que o médico recomende doses adequadas de cálcio e exposição solar;
Raquitismo dependente da vitamina D tipo I: o paciente deve repor a falta de calcitriol no organismo por meio da suplementação;
Raquitismo dependente da vitamina D tipo II: necessita de doses elevadas de calcitriol. Nesse subtipo da doença, o tratamento é menos previsível, já que depende do grau de defeito no receptor.
Raquitismo hipofosfatêmico

Considerando que existem algumas variações de raquitismo hipofosfatêmico, o tratamento também irá depender da condição. De forma geral, o objetivo nesses casos é elevar os níveis de fosfato no sangue para favorecer o processo normal de formação óssea.

Raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X: é tratado com a ingestão de fósforo oral e calcitriol;
Raquitismo hipofosfatêmico hereditário com hipercalciúria: requer somente a substituição do fósforo, sem a necessidade de suplementação com vitamina D.
Cirurgia

Uma intervenção cirúrgica só será necessária em casos de deformidades esqueléticas mais severas, provocadas pelo crescimento danificado do osso e/ou fraturas. Antes disso, porém, é necessário corrigir os desequilíbrios metabólicos e nutricionais, a fim de que haja uma cicatrização adequada. Nesses casos, as cirurgias indicadas incluem a osteotomia e epifisiodese.

Medicamentos

Os fármacos que costumam ser utilizados no tratamento do raquitismo se apresentam sob a forma de suplementos de via oral ou intramuscular e incluem:

Vitamina D: ergocalciferol (vitamina D2) e colecalciferol (vitamina D3);
Calcitriol;
Preparações de cálcio: carbonato de cálcio, carbonato de cálcio + colecalciferol, fosfato de cálcio tribásico + associações;
Preparações de fósforo: como as preparações comerciais de fósforo são inexistentes no Brasil, a administração desse elemento é feita por meio de soluções fosfatadas.
Prognóstico

Especialmente no raquitismo nutricional diagnosticado precocemente, a suplementação adequada com cálcio e vitamina D promoverá a cicatrização óssea em, no máximo, alguns meses. As alterações na curvatura da coluna também poderão se resolver em poucos anos, sem que haja necessidade de intervenção cirúrgica.

Porém, nos casos em que o problema não foi corrigido durante o período de crescimento, as mudanças ósseas podem ser permanentes.

Complicações

Quando não há um tratamento adequado, a doença pode evoluir para problemas que incluem:

Dor esquelética crônica;
Fraturas esqueléticas sem causa;
Deformidades ósseas permanentes;
Problemas respiratórios mais graves;
Fraqueza muscular cardíaca (raro).
Prevenção: como pode ser evitado?

Prevenção: como pode ser evitado?

Algumas medidas simples podem ajudar a prevenir a doença. Primeiramente, é importante que a criança tenha uma dieta saudável e equilibrada, ingerindo alimentos que contenham níveis adequados de vitamina D, cálcio e fósforo.

Crianças que sofrem com transtornos renais precisam monitorar constantemente os níveis de cálcio e fósforo no organismo. O mesmo vale para aquelas com predisposição genética para o raquitismo do tipo hipofosfatêmico.

Exposição solar

Expor a criança ao sol de maneira adequada também é essencial, a fim de que seu corpo produza quantidades suficientes de vitamina D – poucos minutos sob a luz solar direta podem ser suficientes para evitar o problema.

É importante dizer que nessa tarefa o protetor solar pode ser um vilão, visto que o produto atrapalha a produção de vitamina D pelo organismo. Um protetor com FPS 30, por exemplo, chega a reduzir em 95% a síntese do hormônio.

Para evitar os possíveis males da exposição solar sem o uso do filtro, é importante que ela ocorra nos horários de menor emissão dos raios ultravioletas (pela manhã, até às 10 horas e pela tarde, após às 16 horas).

Alimentação

Além da luz solar, a vitamina D pode ser encontrada em alguns (poucos) alimentos, sendo o mais relevante deles o óleo de fígado de bacalhau. Confira as principais fontes, bem como a quantidade aproximada de vitamina D em cada uma delas:

Alimento (porção de aproximadamente 100g)    Quantidade de vitamina D (UI)
Óleo de fígado de bacalhau    10.000
Salmão fresco    600-1.000
Sardinha em lata    300
Atum em lata    236
Cogumelo Shiitake fresco    100
Ovo cozido    20
Suplementação com vitamina D

Sabe-se que o leite materno não contém níveis suficientes de vitamina D. Por isso, como medida preventiva, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a suplementação de 400 UI/dia (10 mcg) a partir da primeira semana de vida até os 12 meses. Após esse período, os valores sobem para 600 UI/dia (15 mcg) até os 24 meses, inclusive para as crianças em aleitamento materno exclusivo, independentemente da região do país.

No caso dos recém-nascidos prematuros, a suplementação oral deve ser iniciada quando o peso for superior a 1500g e houver tolerância plena à nutrição enteral.

E agora que você já entende a função da vitamina D no organismo e sua relação com o raquitismo, é importante também estar atento a recomendação diária de cálcio, já que esse nutriente está intimamente ligado ao desenvolvimento ósseo infantil. Olha só:

Faixa etária    Recomendação diária de cálcio
Lactentes     
0 a 6 meses    200mg/dia
6 a 12 meses    260mg/dia
Crianças/Adolescentes     
1 a 3 anos    700mg/dia
4 a 8 anos    1000mg/dia
9 a 13 anos    1300mg/dia
14 a 18 anos    1300mg/dia
Fonte: Institute of Medicine (DRI – Dietary Reference Intakes), 2011.

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