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Será que existem diferenças de inteligência entre homens e mulheres? Descubra!

Publicado em 10 de Abril de 2018 às 11h

Entre homens e mulheres, quem é mais inteligente?

Alguns pesquisadores criticam os estudos sobre as diferenças entre os sexos porque acreditam que eles podem promover falsos estereótipos e preconceitos. Neste sentido, podemos pensar que o preconceito também pode surgir por ausência de dados, razão pela qual a investigação é o único caminho para separar os mitos dos fatos. Em linhas gerais, foi isto o que declarou Diane Halpern, pisicóloca norte-americana, quando questionada sobre o tema.

O certo é que a maioria dos estudos realizados sobre as diferenças de inteligência apontam na mesma direção. Com base nos resultados de tais estudos, foi observado que praticamente não existem diferenças de inteligência entre homens e mulheres. Em alguns casos as pequenas diferenças estão a favor dos homens, enquanto em outros estão a favor das mulheres.

Para estudar as diferenças de inteligência entre os sexos, diversos mecanismos têm sido utilizados. Alguns dos mais conhecidos são o Fator g, o Modelo de Cattell ou o Teste de Matrizes Progressivas. Porém, em nenhum deles foi encontrada uma diferença significativa e sistemática entre homens e mulheres.  Entretanto, foi possível perceber que resultados similares nos testes às vezes estavam associados a diferentes padrões de atividade cerebral. Enquanto as mulheres utilizavam mais as áreas do cérebro responsáveis pela velocidade de processamento, os homens recorriam mais às regiões responsáveis pela tomada de decisões.

Diferenças de inteligência quanto a habilidades específicas

Tendo em vista o que foi dito anteriormente, fica claro que não existem diferenças de inteligência entre homens e mulheres de forma geral, mas o que acontece se falamos de assuntos ou campos específicos? Existem diferenças entre homens e mulheres nas áreas de exatas ou de humanas?

Neste caso poderíamos dizer que sim, existem diferenças significativas. Foi observado que as mulheres se saem melhor em provas verbais, conhecimento de palavras, compreensão de texto e velocidade de processamento. Por outro lado, os homens se dão melhor em provas espaciais, ciências, aritmética e compreensão mecânica.

Além disso, há outro dado importante: as diferenças encontradas não parecem ser mantidas ao longo do tempo. Analisando a tendência, é possível observar que estas diferenças estão diminuindo: as pontuações médias obtidas por homens e mulheres estão se igualando. Neste ponto, seria lógico nos perguntarmos se as diferenças em habilidades específicas se devem realmente à falta de aptidão ou simplesmente a estereótipos. É possível que as mulheres tenham uma pontuação menor em matemática porque são desmotivadas/pouco estimuladas a estudar esta matéria? É possível que aconteça o mesmo com os homens?

O efeito Flynn

Efeito Flynn é o nome que se dá a um fenômeno curioso. O fato é que se comparamos os resultados dos testes de inteligência feitos há duas décadas com os resultados dos que estão sendo feitos atualmente, percebemos que em muitos lugares do planeta, para não dizer em todos, o quociente intelectual (QI) da população subiu. Este fenômeno ou efeito poderia ser explicado pelas melhorias globais na alimentação, educação ou na tendência de formar famílias menores.

Tomando como referência a matemática, por exemplo, foi observado que tanto homens quanto mulheres melhoraram notavelmente nas últimas décadas. Além disso, como mencionamos, esta melhora promoveu uma diminuição nas diferenças, de maneira que, no que se refere à matemática, a melhora absoluta foi maior no grupo das mulheres.

Esta evolução dos resultados indica, portanto, que tais diferenças podem apontar mais para uma origem cultural do que genética. Se for desta forma, é responsabilidade nossa e dos educadores deixar de promover estereótipos e começar a motivar homens e mulheres da mesma maneira, facilitando que decidam por si mesmos o que querem estudar.

Como vimos, as diferenças de inteligência entre os sexos são muito pequenas, para não dizer inexistentes. É fato que seguem sendo registradas diferenças em habilidades específicas como a verbal, a espacial ou a numérica; porém, também é fato que estas diferenças parecem ser cada vez menores, o que de alguma forma descarta a explicação de que tenham origem genética. Assim, enquanto sociedade, temos um papel importante no surgimento destas diferenças e está em nossas mãos trabalhar para que elas desapareçam. 

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