Clássico Ford Corcel

Publicado em 10 de Março de 2019 às 09h

O Ford Corcel foi um automóvel médio produzido pela Ford no Brasil entre 1968 a 1986.

Foi eleito pela revista Autoesporte o Carro do Ano em 1969, 1973 e 1979.

Ford Corcel

Projeto inicial

Quando a Ford adquiriu o controle acionário da Willys Overland do Brasil em 1967, essa última estava desenvolvendo um projeto em parceria com a Renault, o projeto “M”.

Esse projeto deu origem ao Renault 12 na França e, com uma carroceria diferente, ao Corcel no Brasil.

Lançado inicialmente como um sedã 4 portas e a seguir como um coupé, em 1969, o carro foi bem aceito quando de sua estreia em 1968.

O espaço interno e o acabamento chamavam a atenção, e as inovações mecânicas eram muitas, bem mais do que as de seu concorrente direto, o Volkswagen 1600 TL.

Ford Corcel

Ford Corcel

Motor corcel 1

Mudanças durante o tempo

A fábrica fez algumas alterações na aparência geral do carro em 1973, deixando-o um pouco parecido com o Ford Maverick.

Os motores passaram a ser o 1.4 usado na linha GT, conhecido como motor XP.

Em 1975 o design era novamente retocado, aumentando a semelhança com o Maverick, sobretudo na traseira.

Um novo componente se adicionava a família, o LDO, com acabamento interno luxuoso e teto revestido de vinil.

Até 1977, este modelo foi recebendo retoques no acabamento, conservando entretanto a mesma aparência, até o lançamento da linha 1978 – era o Corcel II, basicamente com a mesma mecânica porém com uma carroceria totalmente remodelada, que em nada lembrava o modelo anterior.

Em 1985, ganhou a frente do Del Rey (lançado em 1981 e ao qual deu origem) e alguns retoques estilísticos, além de perder a expressão “II” do nome.

Este modelo existiu até o ano de 1986, quando foi encerrada sua produção.

História

No fim do anos 60, o VW Fusca dominava o mercado nacional e a Ford do Brasil acabava de adquirir a Willys-Overland.

Junto com seus modelos, havia um projeto desenvolvido em parceria com a Renault de um novo de carro médio: começava a história do Ford Corcel.

O projeto “M” deu origem ao Renault 12 na França e no Brasil ao Ford Corcel.

Um carro moderno, econômico e espaçoso para os padrões daquela época.

Ele foi lançado em 1968 na carroceria sedã de quatro portas.

No segmento, o principal concorrente era o VW 1600, o popular zé do caixão, que ficou pouco tempo no mercado.

O Corcel trazia motor 1.3 litro de 68 cv (SAE) com sistema de refrigeração selado (inédito naquele tempo) e tração dianteira.

O interior tinha bom acabamento e o carro era silencioso ao rodar.

A suspensão confortável inicialmente apresentou um problema crônico na dianteira, que provocava desgaste dos pneus.

Algo que levou a Ford a convocar um recall, aliás, um dos primeiros que se tem notícia na história da indústria nacional.

A versão cupê chegou no fim de 1969 e ajudou o modelo a emplacar de vez no mercado.

Ford Corcel GTFord Corcel GT

No ano seguinte era lançada a perua Belina, com proposta de carro familiar e bom nível de conforto, embora o desempenho ainda fosse contido.

Belina 1

Em 1970 chega a versão esportiva GT, que contava com faróis de longo alcance, capô preto com entrada de ar, teto com vinil e outras modificações.

Devido ao motor original ser considerado fraco, a Ford aumentou a cilindrada para 1.4 e adotou carburador duplo que ampliava a potência para 80 cv e permitia uma aceleração de 0 a 100 km/h em 18 segundos, com velocidade máxima de 138 km/h.

No ano seguinte o modelo recebia as primeiras atualizações visuais.

Surgem novos retrovisores, enquanto os piscas dianteiros saem da grade frontal e as lanternas ganham novo desenho quadrado.

O motor 1.4 da versão GT passava a 85 cv e o modelo era batizado de Corcel GT XP.

Toda a linha passa por uma reestilização mais ampla em 1973, com visual inspirado no irmão maior Maverick: novo capô, novos faróis, grade dianteira e lanternas.

Linha corcel 1973

Em 1975, mais atualizações visuais e o motor XP usado no GP passa a toda a linha (sedã, perua e cupê).

A Ford também lança a versão LDO, que seguia a nomenclatura usada nos Estados Unidos e era adicionada às versões básica e luxo.

Linha corcel 1975

Corcel II No fim de 1977 a Ford faz a esteia do Corcel II, completamente novo, que não lembrava em nada a geração anterior e tinha visual mais moderno com linhas retas, novos faróis e lanternas envolventes.

Inicialmente a Ford adotou o mesmo motor 1.4, só que com potência reduzida para 72 cv (SAE).

Apesar de perder desempenho, o novo carro era mais estável, seguro e silencioso que o anterior.

Corcel 2

Belina Corcel 2 1978

Interior Corcel 2 1978

Em 1980 chegava a opção de motor 1.6 de 90 cv (SAE) para o Corcel II, acoplado ao câmbio de quatro marchas de relações mais longas.

Ele acelerava de 0 a 100 km/h em 17 segundos e alcançava máxima de 148 km/h, o suficiente para acompanhar o VW Passat 1.5 na época.

Eram três versões: básica, L e LDO, esta última com acabamento exemplar que dava direito a interior todo acarpetado e painel com aplique imitando madeira.

Belina luxo 1978

A versão GT oferecia farol de neblina, rodas de liga leve e 4 cv extras de potência.

Corcel 2

O Del Rey chega no final de 1981 como modelo 82, derivado do Corcel e trazendo uma nova referência em acabamento, conforto e equipamentos.

Em seguida era lançada a picape Pampa, que foi produzida até 1997 – tendo ao longo da sua trajetória versões 4×4 e até cabine dupla.

Ao mesmo tempo, o Corcel II ganhava mais atualizações como novo painel de instrumentos, bancos com encostos vazados e suspensão do recém-lançado Del Rey.

�ltima Linha Corcel

No ano de 1983, a Ford efetuou diversas modificações no motor 1.6, que passou a se chamar CHT (Compund High Turbulence) e passou a entregar 73 cv na versão a álcool.

Ao mesmo tempo, era lançada também a verão 1.3 CHT. Ainda em 1983, chegava ao Brasil o moderno Escort, carro mundial da Ford equipado com os motores CHT transversais.

Mais leve, econômico e eficiente, o modelo indicava que o fim do Corcel II estava próximo.

Em 1985, o Corcel passa por sua última reestilização, adotando visual inspirado no Del Rey, até deixar as linhas de produção devido à baixa aceitação em 1986.

Corcel Del Rey

A Belina ganhou ainda a versão 4×4 e continuou no mercado, passando a se chamar Del Rey Belina.

Continuou em produção até 1991, quando então deu lugar à perua Royale (irmã gêmea da VW Quantum na época da Autolatina).

Séries especiais

• Cinco Estrelas:

Lançada em 1982 para Corcel II e Belina, vinha com rodas esportivas, pintura em dourado metálico (havia opção por três outras cores), relógio digital e conta-giros.

Nova série aparecia em 1984 com tom cinza metálico exclusivo, faixas laterais, as mesmas rodas e um bagageiro para a Belina.

Serie 5 estrelas

 

• Os Campeões:

Limitada ao Corcel II, vinha em 1983 na cor preta com faixas douradas, faróis de neblina, as mesmas rodas do Cinco Estrelas, conta-giros, relógio digital e volante de quatro raios.

Corcel s�rie campe�es

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• Astro:

Também de 1985, trazia para o Corcel e a Belina L faixas laterais, o relógio digital de sempre, calotas e revestimento de bancos como o do Escort XR3, além de bagageiro na perua.

Vinha em prata ou dourado.

Corcel Belina s�rie Astro

 

Corcel s�rie Astro

Assista o vídeo com sua bela história e comerciais da época

Fonte: Diário de Motorista

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