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O SOFTWARE QUE AJUDAVA STEPHEN HAWKING A SE COMUNICAR

Publicado em 5 de Abril de 2018 às 23h

Recentemente tivemos a perda de um grande gênio da atualidade, o físico e cosmólogo Stephen Hawking. Stephen com 21 anos de idade foi diagnosticado com a doença Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) que deixou seus membros paralisados, porém, mesmo sem poder se movimentar isso não o impediu de se comunicar, graças a tecnologia criada pela Intel chamada de software ACAT.

O software foi criado pela Intel em parceria com a Swiftkey, sim, aquela empresa que se tornou conhecida por desenvolver um app que facilita a escrita com o teclado virtual dos smartphones.
O sistema consistia essencialmente na movimentação de um cursor em uma tabela com letras. Quando o cursor passava sobre determinado caractere, Hawking fazia uma contração com a bochecha para marcá-lo. O procedimento se repetia até uma palavra ser formada. O problema é que, por causa da sua debilidade, o cientista já não conseguia usufruir bem desse método — a formação de uma única palavra muitas vezes levava mais de um minuto.

Trabalhando com Stephen Hawking há mais de uma década, a Intel não fugiu da missão de encontrar uma solução. O desafio era grande: desenvolver um sistema do zero poderia exigir demais de Hawking, portanto, o método utilizado até então tinha que ser aproveitado de alguma forma. O próprio Hawking manifestou que essa era a sua vontade.

Assim foi feito. Sensores instalados nos óculos de Hawking continuam reconhecendo comandos a partir dos movimentos faciais do cientista. Quando o ACAT destaca a função a ser usada, basta que o gesto seja realizado para acioná-la. Os dados são interpretados por um laptop rodando Windows cuja tela fica bem em frente à Hawking, tal como antes. As mudanças mais significativas aconteceram mesmo no software.

Permitir apenas que o usuário escreva não basta. Ele também precisa de meios para realizar outras tarefas, como abrir o navegador de internet para fazer uma pesquisa no Google. Isso é fácil para quem usa teclado e mouse. Mas, para quem depende de um meio de entrada tão limitado, esse simples procedimento pode levar vários minutos.
Por essa razão, a Intel se preocupou primeiramente em contextualizar a interface. Para tanto, os engenheiros da companhia passaram algum tempo observando como Hawking usava o computador.

Graças a isso, a interface foi adaptada para dar acesso fácil às atividades mais comuns, como pesquisas na web, leitura de PDFs e escrita de documentos.
Para cada uma dessas funções o ACAT exibe menus correspondentes. Por exemplo, os desenvolvedores descobriram que Hawking utiliza muito o Word, logo, há menus que dão acesso rápido às funções mais utilizadas do editor. Com o software antigo, Hawking teria que acionar o cursor, movê-lo (lentamente) até o menu desejado para somente então selecionar a opção desejada. Para quem usa contrações faciais para dar comandos, trata-se de um procedimento demorado e cansativo.

Coube à Swiftkey cuidar da função de escrita enquanto a Intel se encarregava da interface. A empresa decidiu aproveitar parte da tecnologia que fez os seus apps para dispositivos móveis tão consagrados.
Novamente, foi necessário observar as atividades de Hawking, desta vez para identificar estilos de linguagem. Assim, o ACAT se tornou capaz de sugerir palavras de acordo com o contexto, isto é, com o que estiver sendo escrito: um documento técnico tem vocabulário mais rebuscado; um email com linguagem informal leva a sugestões de palavras mais usadas no cotidiano.
Tudo começa com a exibição de uma janela que disponibiliza letras, números, sinais de pontuação e outros símbolos. À medida que os caracteres vão sendo escolhidos, a função de autocompletar do ACAT dá sugestões de palavras e até de sentenças. Na sequência, basta ao usuário usar a função de salvar o texto, enviar o email, acionar o sintetizador de voz ou o que for necessário no momento.

Se deu certo? O próprio Stephen Hawking responde: “agora eu sou capaz de dar palestras, redigir artigos ou livros e falar muito mais rápido”. Com o ACAT, o cientista só precisa informar de 15% a 20% dos caracteres das frases a serem escritas ou faladas pelo sintetizador. O resto fica por conta do software. Para completar, a execução de outras tarefas no computador ficou até dez vezes mais rápida.

 

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