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Astrônomos descobrem novos planetas cheios de pedras preciosas

Publicado em 20 de Dezembro de 2018 às 10h

Cientistas descobriram um novo tipo de grupo de planeta que é repleto de compostos que geram pedras preciosas, como safiras e rubis. Em parte, eles são terrestres como a Terra e Marte, com uma alta proporção de rochas e metal (ou a combinação de ambos).

Em pesquisa publicada no periódico Monthly Notices of Royal Astronomical Society, os cientistas explicam que o grupo de planetas tende a orbitar suas estrelas em distâncias muito curtas. Isso significa que, se orbitam no local onde foram formados, sua composição poderia bem diferente: em vez de um núcleo de ferro como o do planeta terrestre, eles são abundantes em cálcio e alumínio. Segundo cientistas, isso pode indicar a presença de rubis e safiras, que são feitos de coríndon, umaforma cristalina de óxido de alumínio. 


Pesquisadores das Universidades de Zurique, na Suíça, e Cambridge, no Reino Unido, identificaram três planetas que podem ser deste tipo. São eles: HD 219134 b, localizado a apenas 21 anos-luz de distância, na constelação de Cassiopeia, com uma órbita de três dias; 55 Cancri a 41 anos-luz de distância, com órbita de 18 horas; e WASP-47 e, localizada a 870 anos-luz de distância, também com uma órbita de 18 horas.

 

Os planetas são formados por poeira e gás que giram em torno de uma estrela recém-nascida, no fenômeno chamado disco protoplanetário. As forças eletrostáticas começam a ligar partículas de poeira e gás em aglomerados e, gradualmente, se acumulam até terem gravidade suficiente para atrair peças maiores e coletar massa para formar um planeta.

Mais distante do disco, elementos como silício, ferro e magnésio se condensam. Isso resulta em composições como as de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. De acordo com o estudo, o novo grupo de planetas apresenta temperaturas muito mais altas do que a Terra. 

 

"Muitos elementos ainda estão na fase gasosa e os blocos de construção planetários têm uma composição completamente diferente", explicou a astrofísica Caroline Dorn, da Universidade de Zurique, em comunicado.

Ela e sua equipe realizaram simulações e descobriram que, como o silício e o magnésio, o alumínio e o cálcio são os componentes abundantes nos planetas recém-descobertos. Além disso, não há praticamente nenhum ferro neles. 

A estrutura interna, as condições atmosféricas e o resfriamento também seriam diferentes. "O que é interessante é que esses objetos são completamente diferentes da maioria dos planetas semelhantes à Terra", falou Dorn.

A densidade, por exemplo, seria 10% a 20% mais baixa que a da Terra. O HD 219134 b está um pouco mais distante, sendo que sua densidade baixa poderia ser o resultado dos oceanos de magma. Os pesquisadores, contudo, não conseguiram confirmar esse dado. "Talvez brilhe de vermelho para azul como rubis e safiras", disse a cientista sobre HD 219134 b.

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